No mundo político existe uma máxima que é assim: falem bem, falem mal, mas falem de mim. O presidente Jair Bolsonaro usa como ninguém essa regra ao estimular polêmicas como a proposta de eliminar o uso de máscaras para pessoas que já receberam as duas doses da vacina ou que já foram infectadas pelo vírus do covid.

Foi uma gritaria geral por aí. Parte de imprensa dedicou horas dos seus programas de TV para criticar o presidente, a tal CPI da Covid fala em chamar médicos e especialistas para debater o tema, a OMS (Organização Mundial da Saúde) diz que o Brasil está errado. E assim vamos com vacinação lenta, muitas mortes, longas filas para internação e por vagas em UTIs.

O presidente joga para a torcida. Usa as informações privilegiadas que consegue para criar um discurso que agrade à maioria. Todo mundo está cansado do confinamento, das restrições sociais, de ter que usar máscara em tudo que é lugar. Estamos cansados de ver empresas fechando, gente perdendo emprego e principalmente da bagunça que se transformou a gestão dessa crise. Cada hora é de um jeito, abre, fecha, abre de novo, fecha outra vez.

Mas essa bagunça não é privilégio do Brasil. A tal OMS fez muito pouco pelo mundo. No começo da pandemia eles não recomendavam o uso de máscara, depois mudaram de ideia, e até hoje, quase dois anos depois, eles não sabem nem da onde surgiu esse vírus estranho, não conseguiram investigar nem isso. Na Europa não é diferente, primeiro ninguém sabe o que acontece nos países ligados à Russia. Na França, onde o presidente Macron levou uma bofetada no rosto de um manifestante, as pessoas não querem tomar a vacina. E em Portugal, que tem uma população menor que do Paraná, eles ainda não conseguiram imunizar a totalidade dos seus habitantes.

E na Argentina a coisa é muito pior do que no Brasil. Lá eles estão passando fome, o país está pobre, sofrendo com as fronteiras fechadas, agonizando como um paciente moribundo à espera da extrema unção. Estão atolado até o pescoço em um lamaçal fétido, mas não perdem a arrogância. O presidente do país, o senhor Alberto Fernandez, que representa uma elite política corrupta que destruiu a Argentina anos atrás, solta um comentário racista, narcisista, deplorável, e que em absolutamente nada ajuda a América Latina. Para ele os mexicanos vieram dos índios, os brasileiros vieram das selvas, e os argentinos vieram em barcos europeus. É esse o tipo de gente que se diz da esquerda democrática latino americana. A gente que se cuide porque eles querem tomar o poder a qualquer custo.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.


Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas. Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.

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