Se tem um lugar que o governo não manda absolutamente em nada é na Petrobras. Os seus milhares de funcionários com salários gigantescos, os seus gerentes e supervisores, são eles os que mandam de verdade. A empresa é controlada por eles. O presidente e os diretores indicados pelo Presidente da República são enfeites de luxo, que servem apenas para enganar os acionistas. A empresa está nas mãos dos seus funcionários.
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Faz semanas que o dólar vem oscilando para baixo e para cima. Não teve nenhuma alta gigantesca ou uma queda muito brusca. Mesmo com o dólar estável e o preço do barril do petróleo em queda no mercado internacional, a Petrobras vem em plena sexta-feira de feriado com a notícia que vai aumentar o preço dos combustíveis. O óleo diesel vai subir 14,25% e a gasolina 5.2%. Esse é o aumento para as distribuidoras, que repassam para os postos e que descontam nas costas dos consumidores.
Os brasileiros estão pagando o preço por estarem reféns da Petrobras, a dona do petróleo no Brasil. Ela não tem concorrentes. Ela faz o que quer, como quer e quando quer. Não respeita ninguém, nem o governo, que em tese é o seu controlador, muito menos o povo brasileiro que em tese é o patrão do governo. A Petrobras de hoje é o reflexo de quase duas décadas em que esteve nas mãos de pessoas condenadas na Justiça por corrupção e desvio de dinheiro público. A falta de investimento, de visão global, e do seu papel enquanto empresa nacional, se transformaram nos sucessivos e abusivos aumentos de combustível.
A culpa do presidente Bolsonaro é falar demais e fazer de menos. Ele teve a oportunidade de abrir o mercado brasileiro de petróleo para empresas internacionais e não o fez. Ele teve a oportunidade de abrir a caixa preta da Petrobras e não o fez. Ele teve a oportunidade de privatizar setores da Petrobras para torná-la mais competitiva e não o fez. Agora paga o preço por ter prometido e não cumprido. E o pior, abre espaço para o seu adversário, o ex-presidente Lula, surfar no descontentamento nacional. Logo Lula, que transformou a Petrobras num poço de corrupção.
O baile da eleição segue com o preço dos combustíveis nas alturas e com mundo olhando para a Amazônia entregue ao trafico internacional de drogas, ao garimpo clandestino e o comércio ilegal de madeira. Triste retrato do Brasil que não consegue produzir nada de bom, só notícia ruim. A luz no final do túnel de Bolsonaro parece estar longe. Lula acha que ele é o Deus Sol a brilhar onipresente nos céus brasileiros. Nem rezando muito as coisas no Brasil parecem que vão melhorar. O pão do brasileiro sempre cai no chão com o pedaço da manteiga virado para o lado de baixo.
