As mortes não param na Ucrânia. O massacre de civis pela Rússia só cresce. Nem hospitais e maternidades estão sendo poupados pela artilharia do presidente Vladimir Putin, que já é chamado de carniceiro pelos jornalistas europeus. A Europa como um todo está unida para ajudar mais de um milhão e meio de refugiados que deixaram o país em guerra. O medo de um novo holocausto e de uma guerra nuclear não deixa ninguém descansar.

Putin é um ex-agente da KGB, a polícia secreta russa, que virou presidente faz 20 anos e mudou a Constituição do seu país para ficar outros vinte anos no cargo. Se considera um czar, um rei, mas na verdade é um tirano, que esmaga aqueles que dele discordam. Essa semana mandou prender cinco crianças entre 7 e 11 anos que levaram flores à Embaixada da Ucrânia em Moscou. Mandou prender uma sobrevivente da 2ª Guerra Mundial, uma senhora de mais de 90 anos, que protestou contra a guerra em São Petesburgo. São mais de 30 mil presos na Rússia por protestos como estes. As agências internacionais de notícias estão sendo expulsas do país, proibidas de divulgar informações que contrariem o presidente sanguinário.
O Brasil está bem longe da guerra. Os efeitos que vamos sentir são os econômicos, com o aumento do preço do petróleo, da gasolina e do diesel nas bombas dos postos de combustível, e a consequência disso no valor dos alimentos e de outros produtos. Já não vamos comprar mais fertilizantes dos russos. A Ministra da Agricultura do Brasil, Tereza Cristina da Costa Dias, anunciou que vai procurar outros países fornecedores. Também deveremos de deixar vender produtos para a terra do Valdimir Putin, já que os bancos russos foram proibidos de operar no mundo. Quem vender para a Rússia não recebe o dinheiro.
O presidente Jair Bolsonaro finalmente tomou uma posição sobre o conflito. Pediu um cessar fogo e abriu o nosso país para os refugiados ucranianos. É pouco, mas é melhor do que nada. Aqui no Paraná temos a maior comunidade ucraniana da América do Sul. Estamos prontos para receber quem tiver interesse em aqui se abrigar deste conflito insano que tomou conta da Europa. Os paranaenses são acolhedores. Somos formados por migrantes de todas as nacionalidades, italianos, franceses, poloneses, japoneses, ucranianos e até russos. Gente que aqui nessa terra fértil conseguiu melhores condições de vida, formaram novas famílias, construíram empresas, geraram milhares de empregos e muita prosperidade. Essa guerra vai longe. Será longa e sangrenta. Só com muita oração e fé para poder suportar o que vem pela frente.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.