Nesta semana que passou os deputados aprovaram a nova Reforma Tributária. Um assunto que passou mais de 30 anos percorrendo os corredores do Congresso Nacional. Um desejo de todos os setores da sociedade que pediam faz tempo por uma simplificação dos impostos. Uma simplificação capaz de diminuir a burocracia existente hoje no nosso país, e capaz de atrair investimentos estrangeiros. A quantidade de impostos e o tamanho da nossa carga tributária sempre foram argumentos que os investidores usavam para não colocar o seu dinheiro no Brasil.

Câmara dos Deputados – Foto: Agência Câmara de Notícias

O presidente Lula, o ministro da Fazenda Fernando Haddad, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, o presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira, e os deputados federais paranaenses Ricardo Barros e Luis Carlos Hauly foram personagens importantes na aprovação desse projeto.

Lula fez o que sabe fazer que é o jogo do toma lá, dá cá. Ele, pessoalmente, autorizou a liberação de mais de 7 bilhões de reais em emendas parlamentares que permitiram a vitória da reforma por 375 votos a favor e apenas 113 contra. Até mesmo parlamentares ligados ao ex-presidente Bolsonaro votaram à favor. Lula entregou ainda o Ministério do Turismo ao Centrão e já avisou ao Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social que ele será o próximo a sair da Esplanada dos Ministérios se não atender aos deputados e senadores.

Fernando Haddad se mostrou um exímio diplomata e articulador. Bateu de frente com as alas mais radicais do PT, abriu as portas do seu gabinete para todos os setores produtivos e não se furtou em chamar para a conversa o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Aliás, Tarcísio saiu muito maior desta guerra pela aprovação da reforma tributária. Ele não teve medo de discordar publicamente de Bolsonaro e muito menos de enfrentar a bancada do seu partido, mais interessada em criar tumulto contra Lula, do que trabalhar pelo país.

Bolsonaro teve nas mãos a possibilidade de fazer a reforma. Não fez porque não teve inteligência e nem competência política para isso. Perdeu a oportunidade que esteve na sua frente, o gol estava aberto, sem goleiro, a bola na marca do pênalti e Bolsonaro preferiu nem chutar a bola. Pagou o preço. O deputado federal Ricardo Barros foi chamado a Brasília pelo presidente da Câmara para auxiliar nas negociações mesmo não estando no exercício do seu mandato, demonstrando que o seu prestígio continua em alta na capital federal. E o veterano Luis Carlos Hauly, que entrou no lugar do cassado Deltan Dalagnol, é o maior conhecedor da matéria no Brasil, e auxiliou muitos deputados a sanarem as suas dúvidas à respeito do tema.

A pergunta que você deve estar se fazendo é: vou pagar menos imposto com essa reforma? Alguns setores vão pagar menos, como os dos produtos da cesta básica, outros vão pagar mais como os da turma que é dona de jatinho e de lanchas. Os especialistas estão estudando a matéria e nos próximos dias as coisas vão ficar mais claras. O texto da reforma precisa ainda passar pelo Senado e ser sancionado pelo presidente. Mas o importante é que o Brasil deu um passo importante, deixando atraso para trás e entrando numa nova era. Que as coisas sejam realmente positivas e benéficas para a nossa população.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.