A semana promete ser intensa nos meios políticos. Na quarta-feira, dia 10, o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro fará um evento em Brasília para marcar a sua filiação ao partido Podemos. Moro entra oficialmente no jogo político para ser pré-candidato à presidência da República. Vai entrar na briga contra Bolsonaro e Lula. Tentará ser o candidato da terceira via. Quer ser o nome capaz de recolocar o Brasil nos eixos e recuperar o prestígio internacional, depois do maior escândalo de corrupção da história e de um presidente que não é levado à sério em lugar nenhum do mundo.

Na última semana de outubro o site de notícias Poder 360 divulgou pesquisa que mostrou Lula com 36% e Bolsonaro com 28% das intenções de voto. É praticamente um empate técnico. Em terceiro lugar ficaram embolados Ciro Gomes e o governador de São Paulo, João Doria, com 9%, e Sérgio Moro com 8%. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que disputa as prévias do PSDB contra Dória, tem 5%. E o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, aparece com apenas 2%.

Quando essa pesquisa foi feita Moro ainda não tinha anunciado a sua filiação ao Podemos e muito menos confirmado a sua intenção em disputar a eleição presidencial. Com o ato de filiação, que promete lotar o Centro de Convenções de Brasília, o ex-juiz entra na briga que promete ser intensa faltando menos de um ano para a eleição de 2022.

Lula optou pelo silêncio e tem deixado Bolsonaro se desgastar sozinho. Mas o silêncio tem lhe custado caro porque o ex-presidente e ex-presidário vem perdendo potencial eleitoral e não tem conseguido fechar as alianças políticas nos estados. Lula tinha como projeto viajar o Brasil, mas na primeira parte da viagem no Nordeste foi recebido protocolarmente por alguns políticos e não foi capaz de fechar nenhum acordo, Cancelou o restante da viagem e se fechou em copas, à espera da definição dos seus adversários.

O pior adversário do presidente Bolsonaro é ele próprio. Se a economia não melhorar, o desemprego não cair e a inflação não perder força, o destino do presidente não será bom. É aí que entra a terceira via. A grande maioria da população está insatisfeita com a atual situação do Brasil, preocupada com o futuro do país e descrente da classe política. Se Sérgio Moro conseguir se mostrar uma liderança capaz de guiar o país para o rumo certo, tem boas chances de chegar ao segundo com possibilidades de vitória. O Brasil não aguenta mais salvadores da pátria, lideres messiânicos e gente incompetente. Chega de bagunça e de amadorismo. Ou o Brasil muda ou vira uma Venezuela. O eleitor brasileiro é que precisa decidir que caminho seguir.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.


Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas. Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.

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A filiação oficial de Sérgio Moro e a pré-candidatura a presidente

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