A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente que matou o motociclista Austre Rogério Dias Carneiro, de 45 anos, na última sexta-feira (30), no bairro Capão Raso, em Curitiba. A batida ocorreu em um cruzamento monitorado por câmeras de segurança, e envolveu uma caminhonete Rampage e a motocicleta da vítima, que morreu no local.

O motorista da caminhonete afirmou em depoimento que o semáforo estava aberto para ele no momento da colisão. No entanto, imagens de câmeras de segurança obtidas pela Banda B mostram o contrário: o condutor avança o sinal vermelho e atinge a motocicleta, que trafegava com o sinal verde, segundo registros de outro ângulo.
O delegado Edgar Santana, da Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), explicou que o motorista foi levado à delegacia no dia do acidente e prestou depoimento.
“O condutor do veículo, no dia do fato, foi conduzido até a unidade policial. Durante a sua oitiva, ele afirmou que o sinal estava verde para ele e no momento em que ele saiu lentamente foi atingido pela motocicleta”
relatou o delegado Edgar Santana.
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Apesar da versão do motorista, as imagens reforçam a hipótese de que ele avançou o sinal fechado. Apesar disso, o delegado ressaltou que a Dedetran continua apurando o caso.
“A Polícia Civil já está coletando as imagens, sistema de monitoramento do local. Essas imagens estão sendo analisadas. Nos próximos dias, vamos realizar ainda mais algumas oitivas para que na sequência a gente verifique se já temos condições ou não de concluir o procedimento. Mas inicialmente ele está respondendo pela prática do crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor”
afirmou o delegado.
Investigação
Segundo o delegado, a conclusão do inquérito ainda depende de laudos técnicos que irão confirmar, de forma oficial, a sinalização no momento do acidente.
“Vamos analisar o procedimento com cautela. Primeiro verificando as imagens, para de fato constatar, formalmente, através de um laudo da criminalística que constate para quem de fato o sinal estava verde ou vermelho, para que a gente possa chegar a uma conclusão do inquérito e não cometer nenhum tipo de injustiça”
finalizou.
Austre era metalúrgico. Ele foi sepultado no sábado (31), no Cemitério Paroquial do Orleans. A família acompanha o caso e pede por Justiça.