Renata Muggiati – Reprodução

Em decisão de pronúncia, a juíza de Direito Taís de Paula Scheer definiu, nesta quarta-feira (9), que o médico Raphael Suss Marques, acusado de matar a namorada fisiculturista Renata Muggiati, em Curitiba, vá a júri popular. Além disso, ela manteve a prisão preventiva de Suss, acusado por homicídio qualificado (feminicídio, motivo torpe e sem dar possibilidade de defesa para a vítima), lesão corporal e fraude processual.

Na decisão, a juíza salientou que ‘o laudo de exame de local e o resultado da reprodução simulada dos fatos, constituem indicativos aptos a corroborar a tese de ocorrência do crime de homicídio, sobretudo porque indicam inconsistências na versão de suicídio apresentada pelo acusado’, afirmou.

Defesa

A defesa de Marques se manifestou por meio de nota:

A defesa do Dr. Raphael Suss Marques teve duas vitórias processuais muito importantes no julgamento de ontem: exclusão de uma das qualificadoras e da posição de Garante. Quanto à manutenção da prisão preventiva e sobre mérito do caso continuaremos a opor os recursos adequados até a reversão do feito. Reafirma-se a inocência do cliente!“, diz o advogado Edson Abdala.

O caso

Renata Muggiati morreu no dia 12 de setembro de 2015. Ela estava no 31º andar de um prédio no Centro de Curitiba, no apartamento de Suss Marques, que é acusado de asfixiar e depois jogar o corpo da fisiculturista pela janela do apartamento. Como é uma decisão de pronúncia, ainda não há uma data para o júri.