A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas para cumprir 49 mandados judiciais, na manhã desta terça-feira (6). O objetivo é desarticular organização criminosa que teria lucrado mais de R$ 10 milhões com a venda de cirurgias bariátricas realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em hospital da Região Metropolitana de Curitiba. A operação, que conta com o apoio do Ministério Público, tem alvos nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

Operação acontece na manhã desta terça-feira

 

Os policiais civis têm a missão de cumprir 14 mandados de prisão temporária. Entre as pessoas com prisão decretada estão um funcionário público estadual lotado na 2ª Regional de Saúde, no Paraná, e um vereador do interior do estado de São Paulo.

Os 35 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas seguintes localidades, por estados:
• Paraná: Curitiba, Campina Grande do Sul, Colombo, Pinhais, Piraquara e Quatro Barras;
• Santa Catarina: Rio dos Cedros.
• São Paulo: capital paulista e Taquarituba.

A organização criminosa é investigada pelos crimes de extorsão, falsidade ideológica, uso de documento falso, concussão e organização criminosa.

O esquema

O grupo criminoso, por meio de redes sociais ou indicações, entrava em contato com pessoas de vários estados brasileiros (a maioria de SP e SC), interessadas em realizar cirurgia bariátrica. Os pacientes, muitas vezes, estavam aguardando há anos na fila para serem operados pelo SUS, e acabavam aceitando pagar até R$ 3 mil em cirurgias que deveriam ser gratuitas.

As investigações ainda apontam que o grupo criminoso conseguiria receber em duplicidade os valores pagos pelo SUS ao hospital pelas cirurgias bariátricas.

 Hospital Angelina Caron

Em nota oficial, o Hospital Angelina Caron, localizado em Campina Grande do Sul (RMC), nega qualquer cobrança para realizar operações pelo SUS. Leia nota na íntegra:

“O Hospital Angelina Caron (HAC) esclarece que não realiza qualquer tipo de cobrança de paciente para os procedimentos feitos pelo SUS, nem se beneficia direta ou indiretamente de algum esquema fraudulento.

As denúncias acerca desse tipo de fraude têm recebido a atenção do HAC, que também é vítima de eventuais ilegalidades praticadas por pessoas que prometam agilizar o atendimento mediante pagamento, enganando e aproveitando-se de pacientes.

O hospital realizou dois boletins de ocorrência na Delegacia de Polícia de Campina Grande do Sul, em maio de 2019 e em janeiro de 2020, sobre denúncias recebidas acerca de cobrança e privilégio de atendimento em caso de paciente candidato a cirurgia bariátrica. O hospital está e sempre esteve à disposição das autoridades, não tendo recebido qualquer notificação em processo aberto para apurar práticas ilegais que envolvam seus colaboradores”.

DENÚNCIAS – Com a deflagração da operação, solicita-se que pacientes que tenham sido vítimas do esquema criminoso denunciem o fato à PCPR por meio do e-mail [email protected]

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