O jovem de 19 anos, segundo suspeito de ter matado o motorista de aplicativo sírio Ahmad Melk, de 40 anos, e incendiado o carro dele, em Ponta Grossa, na Região dos Campos Gerais do Paraná, se apresentou de forma voluntária à Polícia Civil, nesta quarta-feira (3). 

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— Foto: Reprodução/aRede

Segundo informações do Portal aRede, parceiro da Banda B, o jovem afirmou que só vai falar sobre o caso na presença do advogado. O interrogatório foi marcado para os próximos dias. 

Ele foi identificado como Paulo Ricardo Lopes Carneiro, conhecido como Paulinho. A Polícia havia divulgado a identidade e a foto do suspeito durante as buscas. 

“Trata-se de um ato infracional de extrema gravidade e a resposta rápida da Polícia Civil é essencial para demonstrar à sociedade que fatos dessa natureza serão enfrentados com rigor e celeridade”
– disse o delegado Fernando Vieira.

Imagens de câmera de segurança flagraram a fuga dos suspeitos.

O delegado informou que o inquérito policial deve ser concluído logo após realizarem as oitivas dos suspeitos, possivelmente com indiciamento do adulto pelo crime de latrocínio e corrupção de menores. 

Um adolescente, de 16 anos, foi apreendido na segunda-feira (1º) sob a suspeita de ter participado do crime. 

Relembre o caso 

Um motorista de aplicativo sírio, de 40 anos, foi executado a tiros durante um suposto assalto, no dia 10 de novembro, em Ponta Grossa. A vítima foi morta com disparos na cabeça. Os criminosos fugiram e ainda não foram localizados.

O crime aconteceu por volta das 22h, na rua Theophilo Brepohl, no Residencial Recanto Brasil. Ahmad Melk havia acabado de encerrar uma corrida quando dois homens se aproximaram e anunciaram o assalto. Os criminosos roubaram o carro dele, um Chery Tiggo 2 branco. Após o assalto, atiraram contra o motorista.

Horas depois, o carro de Ahmad foi encontrado incendiado em uma área de difícil acesso, próxima ao Autódromo André de Geus, na Vila DER. O veículo foi periciado pela Polícia Científica.

De acordo com o delegado, Ahmad não tinha passagens pela polícia.