O Memorial da Banda B, nesta quarta-feira (12), é uma homenagem para Serzelina Elisio de Lara (ou seria Sirlene?). A dona de casa nasceu em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e ainda criança ganhou um apelido, pelo qual ficou conhecida a vida toda.

Foto: Arquivo da família.
Os colegas dela de escola achavam o nome Serzelina complicado de falar e começaram a chamá-la de Sirlene. E assim ficou, conta a filha caçula, Ana Carol de Lara Baldon, de 26 anos.
“Minha vó que colocou. Quase ninguém conhecia ela por Serzelina, porque o nome é muito difícil. Todos os meus tios os nomes saíram diferentes.”
Sirlene cresceu no mato, em um sítio onde vivia com os pais, já falecidos, e mais seis irmãos. Ficava em uma colônia chamada Assunguy, próxima à Cerro Azul, no Vale do Ribeira, no Paraná. Como é comum da vida na roça, as mulheres aprendem a cozinhar cedo e muito. Geralmente se tornam excelentes cozinheiras e Sirlene se especializou nos doces. Se transformou em uma boleira de mão cheia.

Foto: Arquivo da família.
Ela fazia todo tipo de bolos e tortas. Mas tinha uma receita que era sempre muito esperada, especialmente nos almoços de domingo.
“O hobby dela era fazer bolo. O clássico dela era a torta de banana, mas fazia de tudo … pão caseiro”,
diz a filha mais nova.
Vó coruja de cinco netos
Ana é a mais nova de quatro filhas de Sirlene. O quarteto de mulheres deu cinco netos à mãe, hoje meninos com idades entre 4 e 16 anos. Além do marido, primeiro namorado e com quem foi casada por 38 anos, ela era muito dedicada aos netos.
“Ela era bem ‘vózona’. Ficava fazendo bolo pros netos. A vida dela era se dedicar ao meu pai e aos netos. A gente chegava em casa, ela sempre tava com um bolo pra gente. Esperava a gente chegar do trabalho, meia-noite ela tava ali esperando a gente”, lembra a caçula.
A filha relata ainda que a mãe era uma pessoa que estava sempre alegre e muito família.
“Ela sempre foi muito carinhosa. Era aquela que fazia o café e chamava. Nossas casas são muito próximas. Ela era aquela que saía na janela e falava: ‘O café tá pronto, venham tomar café. Venham almoçar comigo’. Quando tinha briga de filhas, ela sentava, fazia a gente conversar. Falava: ‘Chega, vocês não vão ficar brigando não. Família tem que ser unida’. Não é porque é minha mãe, mas era uma mulher incrível”,
diz Ana.
A dona de casa também foi muito vaidosa. “Adorava ir no salão. Toda semana ela ia ao salão, fazer o cabelinho dela, as unhas.”
Sirlene morreu aos 53 anos, vítima de atropelamento, no dia 26 de março. Ela deixou marido, quatro filhas e cinco netos.
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