O retorno do fenômeno El Niño voltou a acender o alerta no Paraná. A Defesa Civil divulgou um novo relatório climático com projeções que indicam mudanças importantes nas condições do tempo nos próximos meses, incluindo riscos associados a eventos meteorológicos severos no estado.

O El Niño pode voltar a atuar nos próximos meses e aumentar o risco de temporais, vendavais e chuvas acima da média no Paraná. Segundo informações divulgadas pela Defesa Civil, existe 61% de probabilidade de desenvolvimento do fenômeno entre maio e julho de 2026, após o fim do ciclo de La Niña e o atual cenário de neutralidade climática no Oceano Pacífico Equatorial.
De acordo com o relatório, a tendência é de aquecimento gradual e sustentado das águas do Oceano Pacífico Equatorial ao longo dos próximos meses. Os modelos climáticos apontam que a chance de formação do El Niño sobe para mais de 80% até o fim do primeiro semestre de 2026. Caso o cenário se confirme, o fenômeno pode persistir até o verão 2026/2027.
El Niño: Paraná pode enfrentar aumento de temporais e eventos severos
Historicamente, o El Niño está associado ao aumento das chuvas na Região Sul do Brasil. No Paraná, a Defesa Civil alerta para maior frequência de eventos meteorológicos severos, como vendavais, granizo, enxurradas, inundações e deslizamentos de terra.
O órgão destaca que o aquecimento das águas do Pacífico altera a circulação dos ventos na atmosfera, favorecendo a formação de tempestades mais intensas.
- tempestades severas com ventos fortes;
- queda de granizo;
- destelhamentos;
- danos na rede elétrica;
- quedas de árvores;
- enxurradas e alagamentos repentinos;
- deslizamentos de terra, especialmente no Leste e Litoral do Paraná.
A Defesa Civil também chama atenção para bacias hidrográficas de resposta rápida, que podem registrar alagamentos repentinos após chuvas intensas.

Intensidade do fenômeno pode variar entre moderada e forte
As projeções atuais indicam, na maior parte dos modelos climáticos, um El Niño de intensidade moderada a forte.
Segundo o relatório, a previsão é de anomalias entre:
- 1,0°C e 1,5°C, cenário considerado moderado;
- 1,5°C e 2,0°C, considerado forte.
Além disso, existe 25% de probabilidade de um episódio classificado como “muito forte”, com temperaturas acima de 2,0°C no Pacífico Equatorial.
A intensidade final do fenômeno dependerá da persistência das alterações nos ventos da região equatorial nos próximos meses.
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