Professores e funcionários das escolas estaduais do Paraná decidiram, em uma assembleia estadual extraordinária realizada pela APP-Sindicato na noite desta quarta-feira (5), encerrar a greve. A decisão veio, segundo a entidade, após avaliações positivas sobre o “apoio recebido da sociedade e a visibilidade alcançada pelas pautas do movimento”, que se mostrou contrário ao projeto Parceiro da Escola, projeto de lei que terceiriza a gestão administrativa de 204 colégios estaduais.

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Manifestantes que apoiam a greve de professores marcham em direção à Assembleia Legislativa do Paraná – Foto: Ernani Ogata

Durante a assembleia, que ocorreu de forma online, a presidente da APP-Sindicato, a professora Walkiria Olegario Mazeto, destacou a importância da greve para colocar em evidência no que consideram a “venda das escolas”. Ela também criticou “práticas autoritárias” do governo Ratinho Jr (PSD).

Nós, professores(as) e funcionários(as) continuaremos na escola, porque precisamos cumprir não quatro anos de governo, mas a gente tem que cumprir 30 anos de trabalho na escola pública. É por isso que a gente não tem medo. A gente tem medo do que o governo pode fazer com a nossa escola e com a nossa vida funcional.

Walkiria Olegario Mazeto, presidente da APP-Sindicato.

Apesar de não conseguir barrar a tramitação do projeto que visa à privatização das escolas, a greve foi vista como um sucesso pela APP-Sindicato porque provocou, conforme acredita o grupo, o debate sobre o tema em âmbito nacional e internacional.

Movimento grevista teve início na segunda

A greve, iniciada na última segunda-feira (3), contou com um grande ato em Curitiba e protestos em várias regiões do estado, reunindo mais de 20 mil pessoas. Os educadores protestavam contra o Projeto de Lei 345/2024. A mobilização também foi marcada pela entrada ao prédio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Com o encerramento da greve, os professores e funcionários das escolas estaduais do Paraná seguem em estado de greve e, conforme apontou o sindicato, “preparando-se para novas mobilizações e mantendo a resistência contra a privatização da educação e em defesa de seus direitos”.

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Em assembleia, professores decidem encerrar greve no Paraná; sindicato fala em “avaliação positiva” do movimento

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