A Polícia Científica do Paraná segue protocolo da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) nos trabalhos de identificação das vítimas na BR-376, em Guaratuba, no Litoral do Estado. Em entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (30), o órgão explicou que já mantém contato com famílias de possíveis vítimas e espera rápida identificação após o resgate dos corpos.

Reprodução PRF

Atualizado pela Interpol a cada 5 anos, o DVI (Disaster Victim Identification) trata-se de um protocolo conjunto da comunidade internacional, com etapas para identificação de vítimas de desastres naturais e até mesmo ataques terroristas.

Dentre as etapas seguidas pela Polícia Científica, estão o contato com familiares, a análise da cena, obtenção do DNA e a composição de todos os dados obtidos.

Segundo o médico André Ribeiro Langowiski, que atua na coordenação de medicina legal do protocolo, a equipe trabalha de maneira ininterrupta após a ocorrência em desastres. “Nós acreditamos que pela característica do acidente, diferentemente de uma queda de avião, não teremos dificuldades de identificar rapidamente as vítimas e entregar o corpo à família”, comenta.

Até o momento, 19 pessoas entraram em contato com a Central de Atendimento da Polícia Científica, no telefone (41) 3361-7242, para passar a informações de possíveis vítimas. O serviço funciona 24 horas. Além disso, outras informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone da Centro de Operações Cidade da Polícia, no 0800-282-8082.

Langowiski cita que o procedimento é importante até mesmo para facilitar o trabalho do Corpo de Bombeiros. “Se existem vários familiares procurando uma pessoa, é sinal de que a pessoa pode sim estar junto ao desmoronamento”, explica.

Desde o início das buscas, duas pessoas foram encontradas mortas no local e seis sobreviventes foram resgatados.

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