Depois de semanas de preparação intensa, adaptação ao ambiente hostil e superação de obstáculos extremos, o montanhista paranaense Gustavo Cordoni entrou, finalmente, na etapa mais decisiva de sua expedição. A partir desta sexta-feira (15), cada passo pode levá-lo ao cume do Everest, conhecido como o topo do mundo.

Gustavo Cordoni compartilhou a expectativa para os próximos dias, deixando claro que o momento exige foco total e estratégia.

“A minha previsão é fazer o cume do Everest lá pelo dia 20 ou 21. E eu vou fazer o double head, que é escalar o Everest, descer até o campo 4, escalar o Lhotse, que é uma outra montanha de 8.000 também, em menos de 24 horas”

detalhou o montanhista Gustavo Cordoni.

Além disso, o montanhista reforçou o clima de concentração antes da investida final.

“Estamos com força total. Agora é comer um pouco, dormir, descansar e tocar para cima. Mandem boas energias e daqui a uns 5 dias eu volto com a foto e o vídeo do cume”.

Veja o roteiro:

Rumo ao cume do Everest, reta final de paranaense exige precisão e resistência

Com o ciclo de aclimatação concluído, a equipe inicia agora a fase considerada mais crítica da expedição Everest + Lhotse. Nesse estágio, o planejamento segue como guia, mas fatores como clima, condições da rota e resposta física do corpo passam a determinar cada decisão.

A partir da saída do paranaense rumo ao cume do Everest, o cronograma avança de forma progressiva e estratégica. Entre sábado (16) e domingo (17), o grupo permanece no Campo 2, a aproximadamente 6.400 metros de altitude. Esse período é fundamental para descanso, adaptação e avaliação das condições físicas antes da escalada mais exigente.

Na sequência, na segunda-feira (18), Cordoni sobe ao Campo 3, a cerca de 7.200 metros. A partir desse ponto, o desgaste físico aumenta significativamente, exigindo controle absoluto de cada movimento.

Já na terça-feira (19), a previsão é de chegada ao Campo 4, a aproximadamente 7.900 metros — o último estágio antes da tentativa de cume. É nesse ponto que os montanhistas aguardam a chamada “janela de ataque”, período em que as condições climáticas permitem a subida final.

Chegada ao cume e desafio duplo

A quarta-feira (20), no entanto, aparece como a principal janela para a tentativa de chegada do paranaense ao cume do Everest, a 8.848 metros de altitude.

Caso as condições se mantenham favoráveis, o plano vai além: após alcançar o topo, Cordoni pretende descer até o Campo 4 e, já no quinta-feira (21), iniciar a escalada do Lhotse, com 8.516 metros, tudo em um intervalo inferior a 24 horas.

A proposta, conhecida como “double head”, é considerada um dos desafios mais exigentes do montanhismo de alta altitude, combinando resistência física, logística precisa e condições climáticas ideais.

Após essa etapa, a expedição entra na fase de descida, com retorno ao Campo 4, depois ao Campo 2 e, por fim, ao Campo Base.

nas imagens, o paranaense gustavo cordoni, que vai subir rumo ao cume do everest
Após período de preparação, paranaense Gustavo Cordoni vai subir rumo ao cume do Everest. Foto: Arquivo Pessoal

Nada garantido, tudo em jogo

Por fim, mesmo com planejamento detalhado e preparação rigorosa, o próprio cronograma reforça a imprevisibilidade da missão. Na alta montanha, variáveis mudam rapidamente e podem redefinir qualquer estratégia.

“Nada está garantido. Mas tudo foi construído passo a passo para chegar até aqui”

publicou Gustavo Cordoni nas redes.

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