A jovem onça-parda que foi resgatada dentro de uma casa, na área urbana de Maringá, no Noroeste do Paraná, nesta terça-feira (3), iniciou o processo de reabilitação e vai passar por uma bateria de exames antes de voltar para a natureza.

A puma, uma fêmea de aproximadamente um ano e meio de idade, foi capturada pela equipe sem ferimentos.
O processo de reabilitação é feito pelo Instituto Água e Terra (IAT), em parceria com o Centro Universitário Filadélfia (Unifil) em Londrina, no Norte do Estado, instituição que abriga um dos Centros de Atendimento à Fauna Silvestre (CAFS).
A permanência dos animais depende do tempo necessário para sua recuperação. O destino pode ser a soltura no habitat natural ou, quando é um risco devolvê-los para a natureza, são encaminhados a empreendimentos licenciados pelo IAT, ou mantenedores individuais, igualmente habilitados pelo órgão ambiental.
O felino foi avistado por uma moradora da residência nesta madrugada, que acionou o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) para fazer o resgate.
Os atendimentos variam a cada caso, mas consistem na avaliação do animal e, se preciso, o tratamento de doenças, acompanhamento biológico, uso de medicações e curativos e procedimentos cirúrgicos – o que não é uma obrigação das CAFS, mas que podem ser realizados no local. Esse tipo de atenção ajuda a proteger a fauna silvestre e a prevenir o aumento de animais em risco de extinção.
Caraterísticas da Puma
O Puma concolor possui pelagem acastanhada em quase todo o corpo, à exceção da região ventral, que é mais clara. É um felino adaptável, capaz de viver em ambientes montanhosos, desertos ou florestas. O peso e o tamanho da espécie costumam variar dependendo da região. São animais carnívoros solitários e territorialistas, com hábitos noturnos, e que se alimentam principalmente de pequenos mamíferos e aves.