Um dos investigados pelo assassinato de um casal morto por engano enquanto dormia, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, foi condenado a 18 anos e quatro meses de prisão. Weslley Acir Malaquias, de 28 anos, foi apontado pelo Ministério Público como responsável por auxiliar os atiradores a chegar ao local do crime e também na fuga após a execução.

Duas fotos combinadas lado a lado de um jovem casal sorrindo; na imagem da esquerda o homem usa óculos e na da direita usa um boné preto, ilustrando a matéria sobre o julgamento do caso do casal morto por engano.
Caso do casal morto por engano enquanto dormia tem primeira condenação na Justiça. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O julgamento aconteceu na última terça-feira (2). Weslley foi condenado por duplo homicídio triplamente qualificado — por recurso que dificultou a defesa das vítimas, mediante pagamento e com emprego de arma de fogo de uso restrito. As informações são da Ric RECORD.

As vítimas foram Luiz Arthur Bach Xavier, de 23 anos, e Rubiane Aparecida Mayer, de 22. O casal foi executado com cerca de 20 disparos na madrugada de 30 de setembro de 2023, enquanto dormia em casa.

As investigações da Polícia Civil revelaram que Luiz e Rubiane não eram os alvos dos criminosos. O objetivo do grupo era matar um vizinho do casal, que tinha histórico de envolvimento com o tráfico de drogas. Os atiradores acreditaram que o homem estava na residência porque a motocicleta dele estava estacionada em frente ao imóvel.

Ao todo, sete pessoas respondem pelo duplo homicídio. Seis suspeitos foram presos e um dos apontados como mandante do crime segue foragido. Weslley foi o primeiro réu a ser levado a julgamento. Os demais ainda aguardam decisão da Justiça.

Um dos advogados que atuou na acusação, Matheus de Quadros, afirmou que a condenação representa o início da responsabilização dos envolvidos.

“A sensação é de dever cumprido e de justiça, uma vez que inicia-se, após três anos, o julgamento desses assassinos. O próximo passo é o julgamento dos demais réus”

declarou.

Casal morto por engano não tinha nenhuma ligação com o crime

A investigação da Polícia Civil, conduzida por meio da Operação Inocentes, apontou que a negociação do crime ocorreu em uma loja de conveniência e contou com a participação de pelo menos um dos mandantes, além dos executores.

Após definirem o plano, os suspeitos seguiram até a residência, onde encontraram a motocicleta do alvo estacionada em frente ao imóvel. Convencidos de que o homem estava dentro da casa, dois dos criminosos efetuaram diversos disparos contra o casal, que dormia e não teve qualquer chance de defesa.

Segundo a polícia, Luiz Arthur e Rubiane não tinham qualquer ligação com atividades criminosas.

As investigações também revelaram que os executores receberiam R$ 1 mil pelo homicídio. No entanto, ao descobrirem que haviam matado as pessoas erradas, os mandantes pagaram apenas R$ 400 aos envolvidos.

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