Morreu nesta sexta-feira (6), em Cascavel, no oeste do Paraná, a menina Yasmin Aparecida Campos de Amorim, de 12 anos. A garota tratava um neuroblastoma agressivo, câncer raro que afeta o sistema nervoso. A morte dela foi confirmada pela mãe, Daniele Aparecida Campos, em uma rede social.

Yasmin se tornou um símbolo de força durante o enfrentamento à doença. Nos últimos meses, ela estava em cuidado paliativo. Após ser diagnosticada com a doença, aos cinco anos de idade, passou por várias sessões de quimioterapia e cirurgias, incluindo transplante. Ela estava internada no Hospital do Câncer.

Foto mostra a menina Yasmin Amorim sem cabelos e posando para foto
Dois empresários foram condenados pelo desvio de R$ 2,5 milhões que seriam usados para comprar remédio para Yasmin Amorim – Foto: Reprodução/Redes sociais

A história dela não foi marcada somente pela batalha em busca de melhor qualidade de vida. Durante o tratamento, a família da garota conseguiu na Justiça, em 2024, que o Governo do Paraná destinasse R$ 2,5 milhões para a compra do medicamento Danyelza. A verba, porém, foi desviada por dois empresários. Eles foram condenados no dia 21 de janeiro. A Secretaria de Estado de Saúde do Paraná (Sesa) entregou o remédio à menina em julho de 2024.

“Quando eles receberam a liminar, demoraram muito para entregar. Foram feitas denúncias para o Ministério Público do Paraná e Polícia Civil, que deram início às investigações sobre esses casos, que resultou na condenação de dois dos acusados pelo crime de estelionato”, disse o advogado da família, Allan Lincoln.

A fraude atrasou o tratamento e intensificou o sofrimento da criança que lutava contra o câncer, segundo a família. O advogado ainda ressaltou que a denúncia inicial oferecida pelo Ministério Público envolve os crimes de colocar a vida ou a saúde de outro em risco e associação criminosa. “Eles foram absolvidos desses crimes e acredito que a sentença precisa ser reformada para que haja condenação devido à gravidade do caso”, completou.

As penas atuais somam nove anos de prisão em regime inicialmente fechado. Os empresários estão presos desde agosto de 2024.

Há cerca de uma semana, a mãe de Yasmin chegou a afirmar ao portal CGN, parceiro da Banda B, que a filha precisava de um “milagre”.

“Infelizmente, a Yasmin pode nos deixar a qualquer momento. Para a medicina, é só um milagre. A doença criou força. Hoje ela não está mais andando. Ela toma várias medicações para dor, mas, muitas vezes, já não fazem efeito”.