A tempestade que atingiu Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), na tarde desta terça-feira (17), provocou destruição em poucos minutos. Após análises, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), descartou a presença de tornado e apontou que o evento foi causado por um downburst, também chamado de microexplosão atmosférica.

Segundo o órgão, equipes avaliaram dados de radar meteorológico, imagens de satélite e vídeos feitos por moradores. “A princípio nada indica vento em rotação. Há características de um downburst, ou microexplosão. Uma coluna de ar frio que desce rápido da nuvem de tempestade”, informou em nota.
Tempestade em Campina Grande do Sul causou destruição
A estrutura de um posto de molas e de uma autoelétrica, às margens da BR-116, não resistiu à força do vento e da chuva intensa e desabou. Com o impacto, a cobertura metálica e parte da estrutura de concreto caíram sobre veículos que estavam no pátio.
Um Fiat Uno ficou praticamente partido ao meio. Uma carreta bitrem também sofreu danos significativos. Apesar da destruição e dos prejuízos materiais, não houve registro de feridos.
Segundo dados do Simepar, a estação meteorológica de Campina Grande do Sul – Capivari registrou 55,4 milímetros de chuva até as 18h30. Em dois intervalos consecutivos de 15 minutos, os acumulados chegaram a 21,2 mm e 24,2 mm.