O Instituto Médico Legal (IML) concluiu que o menino Arthur Emanuel Bitencourt, de 7 anos, morreu asfixiado após ser soterrado por calcário, segundo informou a Polícia Civil nesta quarta-feira (16) à Banda B. O garoto morreu no último dia 3 em Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná.

De acordo com a Polícia Civil, o caso segue sendo investigado e novos laudos devem auxiliar na apuração do ocorrido. A corporação não informou, porém, quando os novos documentos devem ser analisados.

Um dia depois do incidente, o tio de Arthur divulgou a última foto que tirou do menino (veja abaixo). Na imagem, a criança aparece brincando em meio a uma carga de calcário, em uma propriedade rural que pertenceria à família. O homem também escreveu na legenda que a morte do sobrinho foi ocasionada pela “inalação de calcário”, ao contrário do que apontou o IML.

O menino Arthur, de 7 anos – Foto: Reprodução/Facebook

“Essa foto foi a última e tirada poucos minutos antes do seu trágico falecimento, ocasionado pela inalação de calcário, enquanto brincava… As lembranças que terei de você, meu querido, sempre serão as melhores… [sic]”, escreveu Romaldo Bitencourt.

“Rapaz do céu, por quê deixar uma criança brincar no calcário? Se para a gente que mexe já não é bom, imagina uma criança brincando… Meu Deus do céu. Meus sentimentos à família”, comentou um internauta na publicação.

A criança chegou a ser socorrida a um hospital, mas não resistiu. O corpo de Arthur foi sepultado no dia 4. A família disse que não sabia dos riscos sobre o manuseio de calcário.

O calcário é uma das substâncias presentes no rol de produtores rurais, uma vez que pode aumentar a produtividade e garantir mais nutrientes às plantações. Existem quatro tipos de calcário comumente empregados nas propriedades rurais. No entanto, não se sabe até o momento por qual tipo a criança foi soterrada.

Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) alerta que a substância tem potencial cancerígeno, sobretudo em casos relacionados a repetidas exposições. Além disso, aponta que o calcário pode provocar danos aos pulmões se inalado. A recomendação é que o adulto o manuseie com luvas de proteção, roupas que impeçam o contato com a pele, óculos e proteção facial.

Em contrapartida, o Sindicato das Indústrias de Extração de Mármores, Calcários e Pedreiras no Estado do Paraná (Sindemcap) afirma que o calcário produzido no Estado não é à base de sílica e que, portanto, não há potencial cancerígeno.

“O calcário é um mineral natural composto predominante de carbonato de cálcio e magnésio. Não é tóxico para os humanos, tampouco cancerígeno. Consiste em um dos minerais mais abundante e comercializados no mundo. Apesar de popularmente mais conhecido como produto direcionado à agricultura (melhorar a produtividade das culturas agrícola), é uma substância largamente utilizada pelas mais diferentes industrias, incluindo a química, de construção civil, ferro e aço, papel, tintas, vidros, plástico, alimentos, produtos de higiene pessoal, ração animal, entre outras”, diz a entidade.

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Menino de 7 anos morreu asfixiado após ser soterrado por calcário no Paraná, conclui laudo do IML

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