A família da pequena Heloisa Vitória Kolakowski, de 4 anos, vive uma luta para ajudar a filha a ganhar independência e a levar uma vida a mais próxima do normal possível. Eles moram no bairro Eucaliptos, em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Após uma jornada que já dura mais de dois anos, o pai e a mãe encontraram esperança em um tratamento em outro estado, mas o custo é alto e eles pedem ajuda para o custeio.
Foto: Arquivo da família.
Heloisa nasceu de 25 semanas e pesando apenas meio quilo. Com 14 dias de vida, ela sofreu uma parada respiratória, que resultou em uma lesão cerebral. Desde então, o pai e mãe não medem esforços por Heloisa. Mas somente dois anos e meio depois é que conseguiram encontrar esperanças de um futuro melhor para a menina.
Está em uma clínica no município de Tubarão, em Santa Catarina. Ela oferece um tratamento multidisciplinar, com sessões de 21 dias ininterruptos e 5 horas diárias. Já no primeiro ciclo, em novembro de 2021, Heloisa apresentou melhoras surpreendentes e que incentivam a família a continuar o tratamento.
“Vimos muita diferença de evolução de antes, quando começou, no primeiro dia de tratamento, e 20 dias depois. O que não consegui em dois anos e meio nas clínicas, consegui em 20 dias. Por isso estamos lutando em prol desse tratamento dela lá”,
revela a mãe, Alesandra kolakowski dos Santos.
A mãe relata que mesmo pequena, Heloisa nasceu saudável, até sofrer a parada respiratória. Por cerca de dois anos e meio a família esteve com vários profissionais, antes de encontrar a clínica de Santa Catarina, mas as previsões nunca eram favoráveis.
Foto: Arquivo da família.
Foto: Arquivo da família.
Foto: Arquivo da família.
“Boa parte sempre desanimou a gente. Falavam ‘não vai ter jeito, ‘vai precisar de cadeira de rodas’, ‘ela não vai evoluir.’ Eram só coisas negativas que a gente escutava.”
Na clínica de Tubarão, a história mudou. A menina chegou ao local cheia de contenção e não ficava de pé. Agora a família está muito mais confiante. “Queremos pelo menos uma independência, pra ela se locomover com andador, poder ir pra escola. Já sabemos que ela vai frequentar a escola comum, porque o cognitivo não foi afetado. Somente a parte motora mesmo.”
Desafio para pagar tratamento
O valor do tratamento multidisciplinar em Santa Catarina, no entanto, é um desafio, por ser muito elevado, conta Alesandra. Cada ciclo de 21 dias sai por R$ 25 mil. Heloisa fez dois e precisaria de mais quatro.
“Todos os dias tem fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicologia. Todos eles trabalham em grupo, juntos. Aqui em Curitiba não tem, é tudo separado e é muito pouco. E ela precisa dessa quantidade pra ela conseguir evoluir rápido. Aí a gente volta pra casa, dá um espaço de 2, 3 meses e volta de novo. É um tratamento intensivo”,
explica a mãe.
Assista abaixo ao vídeo que mostra a evolução de Heloisa no primeiro dia de tratamento:
Para arrecadar o dinheiro necessário para a primeira sessão, foi realizada a rifa de um automóvel e a segunda foi possível com a rifa de um Iphone doado. A família sempre busca alternativas pela qualidade de vida de Heloisa.
Tudo que cai na conta, como diz Alessandra, é voltado ao tratamento. “Já fizemos baile, festa beneficente, agora vamos fazer uma feijoada. Ela precisa de seis tratamentos no ano pra fechar um nível de aprendizagem satisfatório.”
Como ajudar
Quem tiver interesse em ajudar Heloisa pode acessar a Vakinha aberta pela família. A meta é conseguir R$ 110 mil. Até 14 de novembro, a família espera arrecadar ao menos mais R$ 25 mil, para uma nova sessão nesta data. “A gente tá desesperado, pra não perder a vaga dela. Tem fila grande”.
