O julgamento do casal acusado de atacar uma jovem com soda cáustica em Jacarezinho, no Norte Pioneiro do Paraná, entrou no segundo dia nesta terça-feira (9). O primeiro dia da sessão durou mais de 15 horas e contou com os depoimentos da vítima e dos réus. O caso é tratado pelo Ministério Público como tentativa de feminicídio.

Imagem mostra crime pelo qual o casal acusado de jogar soda cáustica está em julgamento.
O julgamento do casal suspeito de jogar soda cáustica pode terminar hoje. Foto: Reprodução/Ric RECORD

A vítima, Isabelly Aparecida Ferreira Moro, afirmou estar esperançosa com o desfecho do processo.

“Na verdade eu procuro entender algo que não é entendido. Vejo que foi um ato dela, que ela cometeu como se eu fosse um empecilho dentro do relacionamento deles, algo que não foi”

declarou.

Questionada sobre a possibilidade de o ataque ter sido motivado por ciúmes ou inveja, Isabelly afirmou que sim. Ela também disse esperar a responsabilização dos dois acusados. As informações são da Ric RECORD.

“Quero que a Justiça seja feita, tanto da parte dele, quanto da parte dela. Agora estou em paz, acredito que para mim acabou. Não vou precisar voltar aqui, falar com eles. Foi bem difícil, mas acabou”

afirmou.

Relembre o crime que vítima foi atingida por soda cáustica

O crime aconteceu em maio de 2024. Marlon Ferreira Lemes é apontado como mandante do ataque, enquanto Débora Aparecida Custódio Ferreira teria jogado a soda cáustica na vítima.

A jovem sofreu queimaduras graves no rosto e no peito, incluindo lesões na boca e na garganta. O quadro exigiu atendimento emergencial e intubação. Ela permaneceu internada por 17 dias no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Universitário (HU) de Londrina.

Além da acusação de tentativa de feminicídio, o Ministério Público sustenta agravantes como motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Julgamento de casal por ataque com soda cáustica tem versões divergentes

Durante o interrogatório, Débora optou por responder apenas às perguntas dos advogados de defesa. Em seu depoimento, ela falou sobre a saudade do filho.

“Uma pessoa bem tranquila, que ama meu filho, eu morro de saudade dele todo dia, não aguento mais essa situação. Eu não aguento mais sofrer. É muito ruim estar aqui onde eu estou, as pessoas estão me julgando por algo que eu não sou. Eu sei que fiz algo ruim sim, mas não é o que as pessoas estão pensando”

disse.

Débora também afirmou que teria sido ameaçada por Marlon após conhecer outra pessoa. Segundo ela, o companheiro teria obrigado que ela tirasse a própria vida utilizando a soda.

Marlon, apontado pela acusação como mandante do crime, negou qualquer participação no ataque. Ele afirmou que soube do caso apenas depois que ele aconteceu e disse nunca ter ameaçado ou agredido Débora.

“Não tive agressão com Débora, nunca levantei a mão para ela. Houve discussões, não sou perfeito. Mas em questão de agressão, nunca. Jamais”

declarou.

Com o julgamento do casal em andamento, os jurados do júri popular serão responsáveis por decidir se os acusados serão condenados ou absolvidos pelo ataque com soda cáustica que quase matou uma jovem em Jacarezinho.

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