A Polícia Científica do Paraná concluiu o laudo sobre as causas do incêndio que atingiu o 13º andar de um edifício em Cascavel, no dia 15 de outubro. O documento, com dez páginas, reúne imagens e detalhes do cenário após o fogo e confirma que não houve ação criminosa. As informações são da Ric RECORD.

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Imagem mostra advogada pendurada em ar-condicionado para salvar família em Cascavel — Foto: Reprodução

De acordo com o laudo, as chamas tiveram início entre a geladeira e um armário na cozinha. Apesar disso, os peritos afirmam que não foi possível determinar exatamente o que provocou o incêndio.

Segundo o delegado Ian Leão, responsável pelo caso, o trabalho técnico afastou a possibilidade de curto-circuito e de focos múltiplos.

“Não foram encontrados elementos elétricos que possibilitassem a realização de um curto-circuito e não foram encontrados focos múltiplos de incêndio, o que afasta um incêndio doloso”, explicou.

A cozinha foi o ambiente mais atingido, com temperatura que, segundo a perícia, chegou a 800 graus. O inquérito já foi concluído e encaminhado ao Ministério Público para análise.

O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação das imagens da advogada Juliane Suellem Vieira dos Reis, que apareceu pendurada no suporte do ar-condicionado enquanto tentava salvar a mãe e o primo. As chamas foram controladas pelo Corpo de Bombeiros após cerca de uma hora de combate.

Juliane segue internada no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Universitário de Londrina, onde permanece em acompanhamento especializado. A mãe e o primo já receberam alta.