Uma mãe denunciou à Polícia Civil um golpe sofrido enquanto a filha estava internada no Hospital da Providência Materno Infantil, em Apucarana, no norte do Paraná. O crime ocorreu quando um homem se passou por médico e pediu dinheiro para um suposto tratamento emergencial.

De acordo com a família, a bebê havia sido internada nesta terça-feira (7) com problemas respiratórios. No dia seguinte o pai recebeu mensagens de um desconhecido que afirmava ser o médico responsável pela criança, se identificando como “Douglas Salles”. As informações são do portal Tnonline, parceiro da Banda B.
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O suspeito alegou que exames teriam apontado uma infecção pulmonar grave e que a situação exigia medicação imediata para evitar complicações.
Família fez pagamento para falso médico que aplicou golpe em Apucarana
Ainda conforme o relato, o golpista informou valores de medicamentos e disse que o procedimento só seria iniciado após a confirmação do pagamento. Diante da preocupação com a saúde da filha, a mãe realizou a transferência via PIX.
“Foi no desespero. A gente só queria que ela ficasse bem.”
contou.
A situação levantou suspeita quando a família decidiu confirmar as informações diretamente com o hospital. Na unidade, ela recebeu a orientação de que nenhum valor é cobrado por esse tipo de atendimento e que não existia nenhum médico com o nome informado, se tratando de um falso médico aplicando golpe em Apucarana.
Investigação busca identificar responsáveis
Após perceber o golpe, a mãe registrou boletim de ocorrência na 17ª Subdivisão Policial (SDP). A Polícia Civil apura o caso e tenta identificar os autores, além de entender como tiveram acesso aos dados da internação.
A bebê segue internada, com quadro estável e evolução positiva, segundo a família.
O que diz o hospital?
Em nota enviada ao portal Tnonline, o hospital destacou que não realiza cobranças por telefone e para pacientes atendidos pelo SUS.
“As unidades reforçaram que não solicitam pagamentos, transferências via Pix ou qualquer outro tipo de valor por telefone a pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”.
A recomendação é que, diante de pedidos suspeitos, familiares interrompam qualquer negociação e entrem em contato diretamente com a unidade de saúde para verificar a veracidade das informações.
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