A fala do desembargador Luís César de Paula Espíndola, durante sessão desta quarta-feira (3) da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ/PR), provocou uma reação do próprio órgão, mas também da Defensoria Pública do Estado (DPE/PR). As manifestações públicas foram emitidas nesta quinta-feira (4). O caso também será investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), conforme confirmou o Blog Politicamente, parceiro da Banda B – leia o texto no link abaixo.

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Desembargador Luís César de Paula Espíndola. Foto: Reprodução

Espíndola também se manifestou por meio de uma nota pública, que está disponível no site do TJ/PR. Veja o texto abaixo, na íntegra.

Esclareço que nunca houve a intenção de menosprezar o comportamento feminino nas declarações proferidas por mim durante a sessão da 12ª Câmara Cível do Tribunal, afinal, sempre defendi a igualdade entre homens e mulheres, tanto em minha vida pessoal quanto em minhas decisões. Lamento profundamente o ocorrido e me solidarizo com todas e todos que se sentiram ofendidos com a divulgação parcial do vídeo da sessão.

nota pública do desembargador Luís César de Paula Espíndola.

A assessoria de imprensa do CNJ informou, conforme apurou o Blog Politicamente na tarde desta quinta (4), que “acompanha o caso e ainda esta semana deve ser instaurado um procedimento de investigação”. Clique aqui e leia a matéria completa.

Órgãos rebatem

A DPE/PR, por meio de seu Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres, mostrou “repúdio veemente” às declarações.

As falas do desembargador, que desrespeitam e menosprezam as vozes das mulheres ao rotular o feminismo como “ultrapassado” e sugerir que “hoje em dia as mulheres estão loucas atrás dos homens”, revelam uma visão profundamente discriminatória e desconectada da realidade. Os comentários ignoram a complexidade das mulheres como indivíduos autônomos e reduz suas ações a estereótipos arcaicos e prejudiciais. As declarações são uma afronta direta à dignidade de todas as mulheres e perpetuam estereótipos que temos combatido com determinação ao longo das décadas.

Defensoria Pública.

Clique aqui e leia a nota completa.

Por outro lado, o TJ/PR emitiu nota reforçando que “não endossa os comentários feitos pelo Desembargador Luis Cesar de Paula Espíndola durante sessão da 12ª Câmara Cível do Tribunal no dia 3 de julho de 2024”.

Já foi aberta investigação preliminar no âmbito desta corte, com base na Resolução 135 do CNJ (…). O Tribunal reitera que não compartilha de qualquer opinião que possa ser discriminatória ou depreciativa, como, aliás, é próprio de sua tradição e história de mais de 132 anos.

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Conselho Nacional de Justiça abre investigação por fala de desembargador; TJ e DPE/PR se posicionam

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