Entre quedas d’água, formações rochosas milenares e jardins exuberantes, o Paraná oferece experiências únicas para quem busca natureza, aventura ou lazer. Com investimentos, infraestrutura de qualidade e opções variadas de visitação, esses espaços fortalecem o turismo e contribuem para o desenvolvimento do Estado.

Parques já consagrados e áreas verdes urbanas se consolidam como destinos turísticos completos, entre eles as Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, e o Jardim Botânico de Londrina. Confira os principais diferenciais, novidades e experiências oferecidas por cada um.
Cataratas do Iguaçu: patrimônio mundial natural
Localizada em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na fronteira do Brasil com a Argentina, as Cataratas do Iguaçu são um dos maiores símbolos do turismo brasileiro. O conjunto de 275 quedas d’água no Rio Iguaçu, inserido no Parque Nacional do Iguaçu, é reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e integra a lista das Sete Maravilhas Mundiais da Natureza.
O atrativo conquistou novamente, neste ano, o destaque internacional ao ser eleito o principal ponto turístico do Brasil e da América Latina pelo Prêmio Travellers Choice 2025, concedido pelo TripAdvisor, maior plataforma mundial de viagens. As Cataratas também constam na lista das 25 melhores atrações do planeta, na 22ª posição, ao lado de atrativos como a Torre Eiffel, na França, e a Grande Muralha da China, sendo a única atração brasileira na categoria mundial.
Além da imponência das quedas, o parque se diferencia pela biodiversidade preservada da Mata Atlântica, com diversas espécies de aves e mamíferos, e pela experiência única nos dois lados da fronteira. Enquanto no lado brasileiro o visitante tem acesso a uma vista panorâmica espetacular das quedas, o lado argentino proporciona uma experiência mais imersiva.
Um dos pontos mais impactantes é a Garganta do Diabo, um precipício em formato de “U” invertido com cerca de 80 metros de altura e 150 metros de largura. A passarela no lado brasileiro leva o visitante até um mirante onde é possível sentir a névoa e a força da água.
Para quem busca mais emoção, o passeio de barco que leva os visitantes até bem próximo do conjunto de quedas d’água é a melhor opção. A aventura começa em veículos ecológicos em meio à Mata Atlântica, seguida por um percurso de dois quilômetros pelo Rio Iguaçu, e finalizando no barco em um encontro próximo às quedas.
O Parque Nacional do Iguaçu também está situado sobre o Aquífero Guarani, uma das maiores reservas de água doce subterrâneas do planeta, e passou a oferecer novas formas de visitação, como trilhas noturnas e passeios especiais de barco sob a lua cheia.
- Para conhecer destinos e atrativos do Paraná, acesse o site Viaje Paraná.
Além disso, a concessionária Urbia Cataratas, responsável por gerenciar as operações turísticas do parque, prevê um plano de aporte de aproximadamente R$ 600 milhões até 2030, que já está em andamento e começa a transformar a experiência do visitante. Novas trilhas, ciclovia pavimentada, serviço de bicicletas, restaurantes revitalizados e experiências exclusivas ampliam e diversificam a oferta turística.
Os ingressos para o lado brasileiro podem ser adquiridos com agendamento prévio no site cataratasdoiguacu.com.br. O parque abre todos os dias: de segunda a sexta, das 9h às 16h; aos sábados e domingos, das 8h30 às 16h. No lado argentino, a visitação ocorre diariamente, das 8h às 18h.
Parque Estadual de Vila Velha: geologia e aventura
Outro destaque do turismo paranaense é o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, o local é um dos cartões-postais mais emblemáticos e foi o primeiro parque estadual criado no Paraná, em 1953.
Com quase quatro mil hectares, Vila Velha preserva fragmentos da mata de Araucária e campos nativos, além de abrigar diversas espécies ameaçadas de extinção, como o lobo-guará, o bugio-ruivo, o tamanduá-bandeira, a jaguatirica, e diversas aves raras.
O cenário é marcado por formações rochosas esculpidas ao longo de cerca de 180 milhões de anos, que lembram uma floresta de pedras. Os visitantes podem conhecer os arenitos, as furnas e a Lagoa Dourada. Entre os arenitos mais conhecidos estão a “Taça”, a “Bota”, a “Esfinge” e o “Camelo”. O local também oferece caminhadas noturnas, cicloturismo, tirolesa, arvorismo e até balão estacionário, atraindo públicos diversos.
E tem mais um diferencial do Parque Vila Velha: a observação de pássaros (birdwatching, do inglês), com imersão técnica, educativa e sensorial. A atividade permite a observação de espécies migratórias raras e ameaçadas de extinção, como a patativa e o caboclinho, em um trilha de 2,7 quilômetros. O evento acontece uma vez por mês, com vagas limitadas.
Pelo segundo ano consecutivo, o parque conquistou o selo Travellers’ Choice, elaborado pela plataforma de viagens TripAdvisor, reforçando sua relevância turística. Entre as novidades em 2025 está a revitalização do Teleférico Vertical da Furna dos Andorinhões, conhecido popularmente como Elevador Panorâmico. A expectativa é que a reativação do elevador aumente em até 50% o número de visitantes, fortalecendo a economia local.
O parque fica na BR-376, km 515, a cerca de uma hora de Curitiba. Funciona de quarta a segunda-feira, das 9h às 17h, com bilheterias abertas até às 15h. Os ingressos podem ser comprados antecipadamente ou no local, e grupos com 15 pessoas ou mais precisam agendar a visita.
Jardim Botânico de Londrina: conservação ambiental
Para quem busca relaxar em um lugar tranquilo e cercado de natureza, o Jardim Botânico de Londrina, no norte do Paraná, é uma ótima opção. Com entrada gratuita, o local é um dos principais pontos turísticos da cidade e uma das maiores unidades de pesquisa e conservação de espécies nativas e exóticas do Estado.
Inaugurado em março de 2006, o jardim ocupa uma área de 97 hectares de Mata Atlântica e conta com lagos, estufas, trilhas e pistas de caminhadas. O local é voltado à proteção e o cultivo de espécies silvestres raras, ameaçadas de extinção ou importantes para a restauração e reabilitação de ecossistemas.
O espaço abriga cinco jardins temáticos: o Arboreto Nativas do Paraná, que reúne espécies de diversas regiões fitogeográficas do Estado; o Jardim das Barrigudas, que abriga o baobá, uma árvore característica de Madagascar; o Jardim das Coníferas, com plantas como a araucária; o Jardim Desértico, com espécies do semiárido nordestino, como as cactáceas; e o Jardim da Vovó, com várias plantas presentes nos jardins domésticos.
Desde julho deste ano, o Jardim Botânico de Londrina passa por um processo de revitalização em convênio entre o Instituto Água e Terra (IAT) e a Prefeitura de Londrina, com investimento de R$ 2,3 milhões. As obras incluem melhorias na estufa, no prédio principal, no anfiteatro externo, nas áreas de apoio, parte elétrica e na impermeabilização dos lagos. A passarela revitalizada já foi concluída e liberada ao público.
O jardim funciona de terça a domingo e feriados, das 8h às 18h, na Avenida dos Expedicionários, nº 1.999, conjunto Vivendas do Arvoredo.
Turismo no Paraná
O Paraná é conhecido por suas riquezas naturais e, além dos três parques destacados, cada cidade do Estado oferece atrações únicas que podem encantar qualquer turista. Assista ao vídeo e descubra ideias para a próxima viagem:














