A sessão desta quarta-feira da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná foi marcada por uma pesada e uniforme manifestação contra o desembargador Luís César de Paula Espíndola que na semana passada afirmou que “as mulheres estão loucas atrás dos homens” durante um julgamento em que um professor era acusado de assediar uma criança de 12 anos.

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Foto: Reprodução/TJ-PR.

O recado dado foi bastante claro: a declaração, considerada como “odiosa” pela OAB do Paraná, não encontra eco na 12ª Câmara Cível. E a presença da 1ª Vice-Presidente, desembargadora Joeci Machado Camargo, escala a repulsa para todo o tribunal. Luís César de Paula Espíndola está isolado. E não é o fim da linha. Tem magistrados paranaenses apostando na decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelo afastamento do desembargador das funções — atendendo ao pedido da OAB paranaense.

Pressionado, interna e externamente, Espíndola pediu licença até 31 de julho por motivos particulares. Não havia clima para ele presidir a 12ª Câmara Cível. Coube então à desembargadora Ivanise Tratz comandar os trabalhos nesta quarta-feira — justamente quem, na semana anterior, se levantou sozinha contra a declaração do colega.

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Após caso Espíndola, magistrados falam em luto no TJ, vergonha e constrangimento

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