A advogada Juliane Suellem Vieira dos Reis, de 29 anos, recebeu alta hospitalar na manhã desta terça-feira (20) e deixou o Hospital Universitário (HU) de Londrina, no norte do Paraná, onde estava internada desde outubro de 2025. Ela teve 63% do corpo queimado ao salvar a mãe e o primo de um incêndio em um apartamento da família em Cascavel, no oeste do Estado.

As informações são do portal TNOnline, parceiro da Banda B. Durante o incêndio, Juliane se pendurou no suporte de um aparelho de ar-condicionado, no 13º andar do prédio, para resgatar a mãe, de 51 anos, e o primo, de 4.
Socorrida em estado gravíssimo, a advogada foi encaminhada ao Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do HU de Londrina, unidade que é referência estadual no atendimento a pacientes com queimaduras.
Um boletim médico divulgado no último dia 14 de janeiro já indicava evolução positiva do quadro clínico, informando que Juliane respirava espontaneamente, sem a necessidade de aparelhos. Em dezembro, a família comunicou que ela havia deixado o coma induzido e retomado a comunicação.
Até a publicação desta reportagem, não havia novas informações detalhadas sobre o estado de saúde atual da advogada.
Relembre o caso
O incêndio que deixou Juliana ferida, além da mãe e da criança, ocorreu em um apartamento no bairro Country, em Cascavel. Imagens registradas por testemunhas mostram a jovem pendurada no suporte de um ar-condicionado durante o resgate.
Durante a ocorrência, dois bombeiros militares ficaram feridos. O 1º sargento Edemar de Souza Migliorini e o cabo Leandro Batista precisaram de atendimento médico. Migliorini sofreu queimaduras de terceiro grau e recebeu alta hospitalar no dia 18 de outubro, após três dias internado.
A Polícia Científica do Paraná concluiu, em novembro, o laudo sobre as causas do incêndio. O documento, com dez páginas, reúne imagens e detalhes do cenário após o fogo e confirma que não houve ação criminosa.
De acordo com a perícia, o fogo começou na cozinha do imóvel, entre a geladeira e um armário. No entanto, os peritos afirmam que não foi possível identificar a causa exata do incêndio. O inquérito policial foi concluído.