O último paciente internado no hospital de campanha do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista, terá alta neste sábado (26), segundo o governo estadual, que ergueu a estrutura. As atividades no local serão encerradas totalmente na próxima quarta-feira (30).

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Aberto em 1º de maio, ao custo de R$ 12 milhões, o hospital atendeu 3.189 pacientes, de acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde, da gestão João Doria (PSDB), que não informou se houve mortes no local.

Com 268 leitos, incluindo 28 de UTI, o pico da demanda ocorreu em junho, chegando a 1.492 pacientes. “No dia 4 daquele mês, o hospital teve ocupação superior a 80%. Até esta sexta, apenas nove pessoas estavam internadas no local”, afirma nota da secretaria.

“O declínio da pandemia em todo estado de São Paulo, mais acentuadamente na capital, permite que, neste momento, o governo do estado possa determinar o fechamento do hospital”, afirmou Doria em entrevista nesta sexta-feira (25) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Segundo o governo, o fechamento do hospital está atrelado à redução nos índices da pandemia em todo estado. “As estatísticas de novas internações registram queda há nove semanas consecutivas. Além disso, na Grande São Paulo, as taxas de ocupação dos leitos de UTI [unidade de terapia intensiva] e de enfermaria estão entre as menores do Plano São Paulo, sendo 45,3% e 39,3%, respectivamente”, diz o texto.

Conforme boletim divulgado na noite desta sexta pela Secretaria Municipal da Saúde, a taxa de ocupação em leitos de UTI de hospitais municipais ou contratados pela prefeitura na cidade de São Paulo, para pacientes com a Covid-19, é de 36%.

De acordo com o governo estadual, o estado soma 34.877 mortes pela doença e 964.921 casos confirmados de pessoas contaminas com o novo coronavírus.

Na capital paulista são 13.561 mortes confirmadas e 328.277 infectados desde a descoberta do primeiro contaminado, em 26 de fevereiro. Outros 401.036 casos estão sob investigação.

Segundo Doria, o hospital de campanha do Ibirapuera era o último do tipo, erguido para tratar pacientes com o novo coronavírus, em funcionamento no estado.

Outros dois hospitais de campanha foram montados na capital paulista, mas pela gestão Bruno Covas, no estádio do Pacaembu (zona oeste) e no Anhembi (zona norte). Ambos encerraram as atividades em 29 de junho e 10 de setembro.