Faltou trabalho para 27,459 milhões de pessoas no País no trimestre encerrado em janeiro, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa composta de subutilização da força de trabalho aumentou de 24,1% no trimestre até outubro de 2018 para 24,3% no trimestre até janeiro deste ano.

O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar. No trimestre até janeiro de 2018, a taxa de subutilização da força de trabalho estava mais baixa, em 23,9%.

Foto: Ag. Brasil

 

A taxa de subocupação por insuficiência de horas ficou em 7,4% no trimestre até janeiro, ante 7,5% no trimestre até outubro de 2018.

O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior. Na passagem do trimestre até outubro de 2018 para o trimestre até janeiro de 2019, houve um recuo de 168 mil pessoas na população nessa condição. Em um ano, porém, o País ganhou mais 466 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas.

Em todo o Brasil, há 6,819 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas.

Perda em 1 trimestre

Segundo o IBGE, o País perdeu 354 mil de novos postos de trabalho em apenas um trimestre, enquanto 318 mil pessoas se somaram ao contingente de desempregados.

A perda de vagas no trimestre encerrado em janeiro de 2019 em comparação ao trimestre terminado em outubro de 2018 superou o total de pessoas que passaram a procurar emprego no período.

A alta na taxa de desemprego, que passou de 11,7% em outubro para 12,0% em janeiro, só não foi mais elevada porque houve aumento da população inativa. A população inativa totalizou 65,511 milhões no trimestre encerrado em janeiro, 403 mil a mais que no trimestre anterior.

População ocupada

O total de pessoas trabalhando no País desceu a 92,547 milhões de trabalhadores no trimestre encerrado em janeiro, conforme o IBGE.

O mercado de trabalho fechou sete mil vagas com carteira assinada no setor privado no trimestre encerrado em janeiro, em relação ao trimestre terminado em outubro de 2018. Ao mesmo tempo, o contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado demitiu 321 mil pessoas.

Por outro lado, 291 mil indivíduos aderiram ao trabalho por conta própria, para um recorde de 23,901 milhões nessa situação. O setor público teve fechamento de 214 mil postos de trabalho em apenas um trimestre.

Desalento

O Brasil tinha 4,716 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em janeiro, segundo os dados do IBGE.

O resultado significa 17 mil desalentados a menos em relação ao trimestre encerrado em outubro. Em um ano, porém, 296 mil pessoas a mais caíram no desalento.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade. Se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.