O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada teve alta real de apenas 0,21% em dezembro de 2018 ante o mesmo mês de 2017, para R$ 1.531,28, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Na comparação com o mês de novembro do ano passado, houve alta de 0,19%, informou hoje o Ministério da Economia.

Para o secretário de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, a pequena alta real do salário de admissão na comparação anual se deve ao nível ainda elevado de ociosidade na economia.

“Na retomada de uma retração econômica longa, primeiro percebemos uma alta do emprego informal – que não é o que desejamos. Na sequência, ocorre a abertura de mais vagas com carteira assinada e só depois observamos um crescimento nos salários de admissão. É um processo”, argumentou o secretário.

Inicialmente, o governo tinha proposto salário de R$ 998 para o ano que vem – Marcello Casal Jr/Arquivo/Agência Brasil

 

Aumento de vagas

O Brasil encerrou 2018 com saldo positivo de 529,5 mil empregos formais, segundo dados  do Caged. Esse foi o primeiro saldo positivo desde 2014, quando houve geração de 420,6 mil empregos formais.

De acordo com a secretaria, em dezembro, devido às características habituais do período para alguns setores, houve retração no mercado formal. A queda no mês ficou em 334,4 mil postos, resultado de 961,1 mil admissões e 1,2 milhão de desligamentos.

Contrato intermitente

Dados do Caged indicam  ainda que o último mês de 2018 terminou com a criação líquida de 5.887 empregos com contrato intermitente e o fechamento de outras 2.266 vagas pelo sistema de jornada parcial As duas novas modalidades foram criadas pela Reforma Trabalhista.

De acordo com os dados do Ministério do Economia, o emprego intermitente registrou criação total de 8.968 postos ao mesmo tempo em que houve fechamento de 3.081 vagas.

Por setor, o comércio liderou no mês e registrou saldo positivo de 2.742 empregos intermitentes. Em seguida, aparecem serviços (1.556 empregos), construção civil (859 empregos) e a indústria da transformação (598 empregos).

O Caged informou ainda que houve 14.153 desligamentos por acordo no mês de dezembro.