O preço médio do botijão de gás liquefeito de petróleo (GLP) de 13 kg, usado principalmente em residências, atingiu em agosto o maior patamar já registrado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – de R$ 69,98. O dado do mês é o último divulgado pelo órgão regulador.

(Foto: EBC)

 

O ano, na verdade, já começou com alta – de 1%, no período de dezembro a março. Mas logo veio a pandemia, e os valores começaram a cair, atingindo o menor nível em maio, de R$ 69,54. A partir daí, diante de uma leve recuperação da economia, os preços retomaram a trajetória ascendente até atingirem nível recorde em agosto.

De todos os derivados de petróleo usualmente consumidos pela população, o GLP foi o menos afetado pela crise. Em março, no início da pandemia, quando ainda não se sabia exatamente como o comércio funcionaria na quarentena, houve uma corrida pelo estoque de botijões, o que permitiu até uma elevação do preço final no mês. Mas passados os temores de desabastecimento, a demanda se estabilizou e os agentes de mercado começaram a sentir de fato os efeitos da crise.

O que as estatísticas da ANP demonstram é que a Petrobrás, produtora do GLP em suas refinarias, perdeu dinheiro nos dois primeiros meses de crise – em abril e maio. Mas já no mês seguinte, voltou a reajustar sua tabela e, ao fim de oito meses, o seu preço sem impostos equivalia ao de fevereiro, no pré-pandemia.