Segundo Cruz, a principal hipótese é de que o crime envolva bandidos “autônomos” com experiência em outros grandes roubos no País. “Pode até haver algum integrante, alguém que seja efetivamente do Estado, mas sabemos que esse tipo de ação é proveniente de fora, especialmente de São Paulo”, disse. “Não se tem apontamento algum de que sejam integrantes de facção criminosa, mas de assaltantes já conhecidos no mercado e possivelmente já responsáveis por ações violentas.”

Representantes de órgãos de segurança de Santa Catarina afirmam que a polícia optou por não trocar tiros com a quadrilha após a invasão do banco. “Nossa orientação foi fazer a contenção para evitar confrontamento na área central, tendo em vista que é bastante residencial, para preservar vidas”, afirmou o coronel Marcelo Pontes, subcomandante-geral da Polícia Militar. “Controlamos o perímetro e imediatamente foi acionado todo o suporte.”

 

 

Os investigadores suspeitam que a quadrilha tenha fugido em direção a Nova Veneza, município vizinho. Foi no caminho que os policiais encontraram veículos abandonados pelos criminosos. Em dois deles havia marcas de sangue, de acordo com os policiais. A suspeita é que um bandido tenha se ferido na troca de tiros em frente ao batalhão da PM e o outro, ao acionar um dos explosivos

O governador Carlos Moisés (PSL) afirmou que o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, pôs equipes federais à disposição de Santa Catarina. “Nem na esfera estadual ou federal tínhamos qualquer indício dessa ação”, disse. “Nossos números não combinam com o episódio desta madrugada. Em relação a 2019, diminuímos em 54% a ação violenta contra instituições financeiras, com muito trabalho de investigação.”

Prisões

Quatro homens foram presos pelo furto de cédulas de dinheiro deixadas por bandidos após o assalto. Logo após o fim dos tiroteios, a Polícia Militar apreendeu R$ 810 mil em dinheiro em um apartamento da área central de Criciúma. Quatro pessoas foram presas e alegaram não ter envolvimento com os criminosos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.