Um motorista de ônibus da linha 441, em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, foi agredido por duas passageiras após se recusar a passar por um ponto de alagamento. O episódio ocorreu na quarta-feira (28), quando fortes chuvas atingiram toda a Grande SP.

O ônibus ficou parado na avenida Jamil Zarif por causa do alagamento na via que interrompeu o prosseguimento da viagem. A informação foi confirmada pela empresa responsável Vila Galvão e a Guarupass, empresa que administra o Bilhete Único de Guarulhos.
Duas passageiras ficaram irritadas pela decisão do motorista em não prosseguir viagem e passaram a agredi-lo. Toda a cena foi registrada pela própria vítima e divulgada nas redes sociais.
Nas imagens, é possível ver que as agressoras xingam o motorista e o agridem com chutes e bolsadas. Uma mulher que usa uma blusa de listras brancas e pretas chuta o motorista e o chama de “filha da put*”, “palhaço” e “vagabundo”. Ela também diz que vai “marcar a cara” do motorista para “matá-lo”.
Após perceber que o motorista está filmando as agressões, as mulheres dizem que irão processá-lo. “Estou me filmando”, reagiu o motorista, que passou a ser agredido com bolsadas por uma outra mulher de blusa cinza. Ele não revidou as agressões.
Por meio de nota, a empresa Vila Galvão afirmou que o motorista seguiu os protocolos de segurança ao interromper a viagem. A companhia também disse prestar “total apoio” ao motorista e repudiou as cenas de violência.
“A empresa de ônibus Vila Galvão, associada à Guarupass, informa que o motorista da linha 411 foi agredido por duas passageiras após se recusar a atravessar um ponto de alagamento na avenida Jamil Zarif. A decisão do motorista de interromper a viagem ocorreu em cumprimento aos protocolos de segurança da empresa, com o objetivo de preservar a integridade dos passageiros e evitar danos ao veículo. A empresa e a Guarupass repudiam qualquer ato de violência e prestaram total apoio ao profissional”, afirma a nota.
Com a repercussão do vídeo nas redes sociais, uma das agressoras foi demitida de uma escola de Guarulhos. Em nota, a instituição afirmou que no ambiente de trabalho a mulher “jamais apresentou qualquer conduta desabonadora” e era “uma profissional muito estimada por todos”, mas que, “diante da gravidade dos fatos relatados”, ela foi “desligada de nosso quadro funcional”.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública para questionar se algum boletim de ocorrência foi registrado e aguarda retorno. Como as agressoras não tiveram os nomes divulgados, não foi possível localizá-las para pedir posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.