A médica Cliciane Fochesatto, de 39 anos, natural de Rondônia, no Norte do Brasil, morreu na noite do último sábado, 9, em Manaus, capital do Amazonas. Ela trabalhava há quase 1 ano no município de Fonte Boa, onde atuava a frente dos trabalhos de enfrentamento ao coronavírus no Hospital Manuel Paz de Lemos. A morte da médica, que estava na linha de frente do coronavírus, gera intensa comoção. Cliciane não estava no grupo de risco para a doença. As informações são do Portal Extra de Rondônia.

(Foto: Reprodução)

Conforme a prefeitura, Cliciane é a segunda vítima de coronavírus de Fonte Boa. A assessoria de imprensa da cidade informou que a médica, por se sentir mal, deu entrada na Unidade Hospitalar no dia 04 de maio, com bastante falta de ar. Ela foi encaminhada direto para isolamento onde aguardou o teste.

Uma vez testada positivo para o covid-19, Cliciane passou a receber todos os cuidados necessários por 7 profissionais de saúde que se revezavam em cuidar dela e dos outros pacientes.

Segundo a direção do hospital, a partir do momento que ela foi entubada, também já foi colocada em lista de UTI pago pela prefeitura do município e, no sábado, foi encaminhada para Manaus.

Ainda no voo, ela sofreu três paradas cardiorespiratórias. A equipe que viajou com ela conseguiu reanimá-la. Chegando em Manaus, ela recebeu todos os cuidados possíveis pelos profissionais de saúde, mas não resistiu e faleceu.

Em nota, a prefeitura de Fonte Boa, através da Secretaria Municipal de Saúde e seus profissionais e amigos de Cliciane, lamentou profundamente a perca irreparável de uma profissional de saúde que perdeu a vida por servir outras pessoas.

Conforme determinação da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), que emitiu nota técnica com a regulamentação das normas, os corpos de pessoas que morrem por covid-19 devem ser cremados ou sepultados sem a realização de velório devido ao risco contínuo de transmissão infecciosa da doença por contato.