Morre a rinoceronte Luna, animal mais antigo do zoológico de Belo Horizonte

Animal já havia superado a expectativa de vida, e lutava contra uma conjuntivite alérgica crônica e outras doenças devido a idade avançada

Leonardo Augusto, Folhapress

A rinoceronte-branco Luna, o animal mais antigo do zoológico de Belo Horizonte, morreu na última sexta (13) em decorrência de problemas de saúde causados pela idade avançada. Luna tinha 53 anos.

Animal já havia superado a expectativa de vida, e lutava contra uma conjuntivite alérgica crônica e outras doenças relacionadas a idade avançada - Foto: Suziane Brugnara/PBH
Animal já havia superado a expectativa de vida, e lutava contra uma conjuntivite alérgica crônica e outras doenças relacionadas a idade avançada – Foto: Suziane Brugnara/PBH

A rinoceronte ultrapassou a expectativa de vida para animais da espécie sob cuidados humanos, que é de 50 anos. Na natureza, rinocerontes-brancos vivem cerca de 30 anos, segundo informações do zoológico.

“Luna já apresentava, há alguns anos, doenças típicas de sua idade avançada e vivia cercada de cuidados intensivos e do carinho da equipe”, afirma comunicado de pesar divulgado pelo zoológico.

No espaço destinado à rinoceronte no zoológico havia uma placa com informações sobre seu estado de saúde.

“Estou em tratamento de uma conjuntivite alérgica crônica e machucados na pele, relacionados à minha idade avançada. Todos os dias uma equipe muito dedicada vem cuidar dos meus olhos e passar pomada cicatrizante no meu corpo”, dizia o texto.

O aviso era uma explicação aos visitantes, que em determinados momentos do dia poderiam não conseguir ver o animal por estar sob tratamento dos veterinários.

A espécie de Luna é africana e ameaçada de extinção. A rinoceronte nasceu em 4 de maio de 1970 e chegou ao zoológico de Belo Horizonte em dezembro de 1972 vinda da então Alemanha Ocidental. Vivia sozinha. Teve dois companheiros ao longo da vida na capital mineira e não teve filhotes.

CONCESSÃO

O zoológico de Belo Horizonte tem cerca de 3.500 animais, e a prefeitura da capital pretende conceder a estrutura à iniciativa privada. A previsão é que quem vença a concorrência tenha que fazer investimentos de R$ 233 milhões.

Os recursos são necessários para a construção de um estacionamento de veículos, adequação dos ambientes dos animais e organização por núcleo temático, reforma de estufas e implantação de banheiros e restaurantes.

Um edital para a concessão foi publicado em agosto, e a abertura dos envelopes ocorreu em 14 de setembro. A concorrência, porém, foi considerada deserta, ou seja, ninguém apresentou propostas. A prefeitura afirmou que vai reformular o documento.

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