Uma reportagem da Revista Época mostra detalhes do que aconteceu com o jovem Adam Esteves Cardoso, de 25 anos, que morreu após saltar de rope jumping, uma modalidade esportiva conhecida como pêndulo humano. Às 11h40 do último sábado (3), ele subiu no parapeito de um viaduto para fazer sua estreia nos esportes radicais. O empresário estava amarrado por cordas e equipado com um capacete para lançar-se em um vão de 107 metros de altura. Cercada de expectativas, a aventura teve um desfecho trágico.

Adam, de branco, momentos antes de pular e morrer – reprodução

A corda que prendia o corpo de Adam Esteves deveria ter ficado a, no mínimo, cinco metros do chão quando esticada. Dessa forma, o corpo do empresário balançaria de um lado para o outro, como um pêndulo. Assim que o movimento parasse, ele seria colocado no chão com segurança. Adam saltou, foi imediatamente de encontro ao solo e morreu na hora por politraumatismo craniano.

“Ninguém queria que ele fosse, a mãe dele pediu para ele não pular. Mas ele estava empolgado, era jovem e insistiu que conhecia gente que já tinha pulado. Então ele foi, estava alegre no dia, eu vi as imagens antes do salto. Mas ele pulou e foi direto para o chão. Como ele caiu em pé, o corpo dele encolheu com o impacto. Meu filho ficou todo estourado. Eu precisei ir até lá para ver com meus próprios olhos porque eu não queria acreditar nisso”, disse o pai de Adam, o aposentado Luiz Carlos Martins Cardoso, de 54 anos, para a Época.

Adam ao lado do pai – Reprodução

“O Adam convidou o primo para passear com ele. Veja você, meu filho pagou R$ 130,00 para morrer e gastou outros R$ 130,00 para o primo dele ficar traumatizado. Ele foi parar no hospital em estado de choque. Agora, já está em casa mas não para de lembrar do que aconteceu e chorar. Os dois eram muito amigos, cresceram juntos”, afirmou Luiz Carlos.

A Polícia Civil investiga se houve um erro no ajuste da corda, que teria ficado longa demais no momento do salto de Adam e causado a tragédia.

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