Os estudos sobre os efeitos da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com a Covid-19 aguardam conclusões. Mas o nome desses dois medicamentos, que são análogos, entrou no vocabulário dos brasileiros nas últimas semanas em meio a uma guerra de narrativas. Até o momento, os maiores evangelizadores para os benefícios da droga sobre pacientes com coronavírus não são médicos. Os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump viram na cloroquina uma maneira de levantar uma bandeira de esperança em meio a essa pandemia, a despeito da falta de evidências firmes, e dos variados testemunhos de que nem sempre ela é eficaz, com efeitos colaterais que podem causar, por exemplo, arritmia cardíaca. Cientistas e médicos ainda falam sobre a substância com cautela.

Ninguém fica alheio ao debate. Em São Paulo, o médico reumatologista Roberto Bernd, de 78 anos, ousou testar na prática o efeito da cloroquina preventivamente. Começou a tomar o medicamento antes mesmo de contrair a doença e descobriu nele próprio o resultado. “Ela não evita a doença”, diz ele que descobriu no dia 25 de março que havia contraído o coronavírus. Bernd faz parte do corpo médico de um hospital na capital paulista. Foi afastado por fazer parte do grupo mais vulnerável aos efeitos da Covid-19, devido à idade. “Mas me afastei tarde demais”, lamenta.

Reumatologista, Bernd conhece bem o funcionamento da droga, cuja finalidade é, originalmente, tratar enfermidades como reumatismos, lúpus e malária. “Eu já receitava para vários tipos de reumatismos”, conta. “Sou reumatologista velho, quando começaram a falar sobre a substância para tratar do coronavírus, eu comecei a tomar”.

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Foto: EBC