Marcas de luxo, como Louis Vuitton e Chanel, são acusadas de usarem couro ilegal da Amazônia

Marcas compram couro de empresas com vínculos a fazendas de gado ilegais no Pará, diz ONG

Redação

Uma investigação realizada pela ONG britânica Earthsight revelou que grandes marcas de luxo, como Louis Vuitton, Chanel e Coach, estariam ligadas ao desmatamento ilegal na Amazônia. Segundo o relatório, essas empresas utilizam couro originado de áreas desmatadas de forma ilícita, alimentando cadeias de produção que violam leis ambientais e os direitos territoriais de povos indígenas.

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Foto: Leonardo Milano/ICMBio

O relatório, intitulado ““O preço oculto do luxo”, aponta que essas marcas compram couro de empresas com vínculos a fazendas de gado ilegais no Pará, na região mais desmatada da Amazônia.

Uma dessas empresas, entre 2017 e 2020, teria exportado mais de 14.700 toneladas de couro para a Itália. Quase um quarto foi comprado por dois curtumes (local onde se faz tratamento de pele) que fornecem para a Coach e vários outros nomes conhecidos do mundo da moda de luxo.

Marcas de luxo na Amazônia afetam comunidades indígenas

Ao analisar milhares de registros de embarques, dados sobre o setor pecuário brasileiro, decisões judiciais, imagens de satélite e realizando entrevistas e trabalhos secretos, os investigadores da Earthsight conectaram o couro usado pelos fornecedores diretos da Coach ao gado abatido por uma gigante brasileira do setor frigorífico.

Um desses fornecedores confirmou aos investigadores secretos que o couro que fornece à Coach vem do Brasil. As marcas não se manifestaram oficialmente sobre a situação. O espaço fica aberto.

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