Três familiares dos atiradores G.T.M, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, passaram rapidamente, na noite desta quarta, 13, pelo Instituto Médico Legal (IML) de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde os corpos aguardam liberação.

Estiveram presentes, por volta das 22 horas, a mãe e um tio de G.T.M., de 17 anos, e um tio de Castro. Nenhum deles quis dar entrevista.

A mãe do atirador mais jovem disse a um conhecido presente não se conformar com o que o filho havia feito, principalmente com relação ao próprio tio, Jorge Antonio de Moraes, de 51 anos, irmão da mãe, assassinado com três tiros pelo sobrinho em sua locadora de carros.

G.T.M. postou em sua página no Facebook 30 fotos com máscara de caveira – semelhante à encontrada na escola – e arma. Foto: Reprodução/Facebook

Veja quem são as vítimas do massacre em Suzano

Samuel Melquíades Silva de Oliveira, de 15 anos

Veja quem são as vítimas do massacre em Suzano

Samuel Melquíades gostava de frequentar igreja Foto: Arquivo pessoal

Se dividia entre a escola, o gosto pelo desenho e a igreja. “Era ele que levava mensagem de esperança aos outros jovens”, disse José Silva, tio do rapaz. “Sempre estava nos dias de culto, quartas, sábados e domingos. Era atuante, dinâmico, alegre, incrível”, contou o tio José Silva, aposentado de 70 anos.

A família frequenta a Igreja Adventista do Sétimo Dia. “Tínhamos a esperança de que pudesse sobreviver”, acrescentou, sobre o rapaz, aluno do 2.º ano do ensino médio do colégio, que havia sido achado vivo na escola. Ele morreu a caminho do hospital.

Claiton Antônio Ribeiro, de 17 anos

Estudante da Escola Estadual Raul Brasil

Douglas Murilo Celestino

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Douglas havia pedido para trocar de colégio Foto: Arquivo pessoal

 

Foi baleado na cabeça e socorrido ao Hospital Luzia de Pinho Melo. Segundo os tios do adolescente, Douglas, embora tivesse muitos amigos na escola, havia pedido à família para trocar de colégio. “Estava tendo muitos casos de indisciplina, bagunça, e ele era mais tranquilo, um menino muito dócil”, diz o tio Robson Chaves, de 42 anos.

Kaio Lucas Costa Limeira, de 15 anos

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Kaio Lucas Limeira tinha 15 anos Foto: Arquivo pessoal

 

Gostava de futebol e treinava jiu-jítsu. Foi baleado na escola, mas demorou a ser localizado pela família.

Eliana Regina de Oliveira Xavier, de 38 anos

Era agente de organização escolar e foi baleada. Uma ex-aluna comentou que era uma das funcionárias mais queridas do colégio, conhecida como “tia do sorriso bonito”.

Marilena Umezo, de 59 anos

Primeira funcionária a ser baleada. Foi aluna da Educação de Jovens e Adultos (EJA), tornou-se professora e depois coordenadora pedagógica. Nas redes sociais, publicou em janeiro que era a favor do “porte de livros”.

Caio Oliveira, 15 anos

Jorge Antônio de Moraes, de 51 anos

Era o tio do adolescente de 17 anos, um dos autores do massacre. Tinha uma loja de carros a poucos metros da escola. Foi atingido na clavícula e nas costas. Socorrido, não resistiu aos ferimentos.

Entenda o crime na escola de Suzano

Eram 9h42 quando o jovem G.T.M., de 17 anos, entrou armado com um revólver calibre 38 na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, onde havia estudado até o ano passado, e abriu fogo contra um grupo de alunos e funcionários que estava na recepção. Três pessoas caíram no chão e ele seguiu para o interior da escola.

Cerca de 30 segundos depois, seu amigo Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, também ex-aluno, entrou munido com uma bésta, um arco e flecha e uma machadinha. Ele golpeou as pessoas já caídas e se atracou com estudantes que fugiram correndo do interior da escola. O massacre resultou em duas funcionárias e cinco alunos mortos. Antes, a dupla havia matado um parente em uma loja fora da escola. Os dois atiradores também morreram. Toda a operação durou cerca de 15 minutos.