Um grupo criminoso especializado em lavagem de dinheiro e fraude contra a Caixa Econômica Federal foi alvo da Operação Fallax, da Polícia Federal, que cumpriu 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia, na manhã desta quarta-feira (25).

De acordo com a PF, a investigação teve início em 2024, quando foi identificado um esquema estruturado para obter vantagens e informações confidenciais. Os criminosos aliciavam funcionários de instituições financeiras e utilizavam empresas para movimentar valores e ocultar recursos ilícitos.
Além dos 43 mandados de busca e apreensão e dos 21 de prisão preventiva, também foi determinado o bloqueio de imóveis, veículos e ativos financeiros no valor de até R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa.
Criminosos movimentaram mais de R$ 500 milhões
Ainda de acordo com a Polícia Federal, as fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões. A Justiça autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas para ajudar no rastreamento dos ativos financeiros do grupo.
A organização utilizava empresas de fachada para esconder a origem dos recursos ilícitos. Os funcionários das instituições financeiras aliciados pelos criminosos inseriam dados falsos nos sistemas bancários para permitir os saques e as transferências dos valores.
O dinheiro era convertido em bens de luxo e em criptoativos, para dificultar ainda mais o rastreamento.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, com as penas somadas podendo ultrapassar 50 anos de prisão.
O que diz a Caixa
Em nota enviada à Banda B, a Caixa Econômica Federal informou que atua permanentemente em cooperação com os órgãos de segurança pública e de controle, especialmente a Polícia Federal, no combate a fraudes bancárias, estelionatos e crimes de lavagem de dinheiro.
Segundo o banco, a operação deflagrada é resultado de investigações conduzidas pelas autoridades, com base em informações realizadas pela própria instituição por meio de seus mecanismos de monitoramento e notificação de indícios suspeitos.
A Caixa destacou ainda que possui políticas rigorosas de prevenção e combate a fraudes, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, alinhadas às melhores práticas de mercado, à legislação e às normas dos órgãos reguladores. De acordo com a instituição, movimentações atípicas são comunicadas aos órgãos competentes, com colaboração ativa nas investigações.
Por envolver apuração em andamento, o banco afirmou que respeita o sigilo legal do processo e orientou que novos esclarecimentos sejam solicitados diretamente às autoridades responsáveis pela operação.
“A CAIXA reafirma seu compromisso com a integridade, a transparência e a proteção do patrimônio público, bem como com a pronta adoção de todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para responsabilização dos envolvidos e ressarcimento de eventuais prejuízos, quando aplicável”, concluiu a instituição financeira.
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