Bloqueio na BR-116, em frente ao Ceasa, na manhã desta segunda-feira (28) – Colaboração Banda B

A paralisação dos caminhoneiros entra nesta segunda-feira, 28, no oitavo dia. A categoria ainda mantém bloqueios em todo o País, o que causa o desabastecimento de produtos e combustível nas cidades. Polícias estaduais, Polícia Federal e tropas do Exército negociam a saída dos manifestantes das estradas e fazem escoltas para liberar a saída de caminhões-tanque de refinarias.

Representantes de caminhoneiros autônomos que se reuniram no Palácio do Planalto com Temer neste domingo, afirmaram que aprovam as medidas e que orientariam a categoria a encerrar a greve assim que elas fossem publicadas. Porém, na manhã desta segunda-feira (8º dia de greve), os bloqueios permanecem. No Paraná, há bloqueios na BR-116, nos Kms 115, 127, 152 e 191. Em frente ao Ceasa, na BR-116, moradores queimam pneus com algumas faixas bloqueadas. A manifestação é em apoio aos caminhoneiros, segundo os manifestantes.

Os ônibus circulam normalmente em Curitiba nesta manhã. Na Região Metropolitana há transporte na maioria das cidades.

Caminhoneiros fecharam um acordo com o Governo do paraná na noite de domingo e há a possibilidade de que caminhões com insumos como gás de cozinha circulem hoje.  Também há a informação, ainda não confirmada oficialmente, de que serão liberados um caminhão-tanque para um posto de Curitiba, um para Colombo e um para Araucária, saindo da Refinaria em Araucária.

Várias instituições de ensino superior cancelaram as aulas nesta segunda-feira: PUC, Tuiuti, Universidade Positivo, Uninter, Estácio e Faculdades Pequeno Príncipe. Na UFPR, o cancelamento das aulas vai ser decidido por cada departamento. A Secretaria Estadual de Educação (Seed) cancelou as aulas em escolas estaduais de 68 cidades do interior e da região metropolitana de Curitiba. Na capital, as aulas das redes estadual, municipal e particular estão mantidas.

Pacote oferecido

O pacote de medidas também contemplou as três MPs que foram publicadas no Diário Oficial da União:

1) A redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel. Isso corresponde aos valores do PIS/Cofins e da Cide, somados. Segundo Temer, o governo irá cortar do orçamento, sem prejuízo para a Petrobras;

2) A garantia de congelamento do preço do diesel por 60 dias. Depois disso, o reajuste será mensal, de 30 em 30 dias;

3) Será editada uma Medida Provisória para a isenção de eixo suspenso em praças de pedágios, tanto em rodovias federais, como nacionais;

4) O estabelecimento de uma tabela mínima de frete, conforme previsto no PL 121, em análise no Congresso;

5) A garantia de que não haverá reoneração de folha de pagamento no setor de transporte de carga;

6) A reserva de 30% do transporte da carga da Conab para motoristas autônomos.

Mais cedo, o Comando Militar do Sul (CMS) do Exército Brasileiro havia afirmado, em um vídeo divulgado em sua página oficial na internet, que espera resolver o “problema” causado com a greve de caminhoneiros na região pela negociação, e não pelo emprego da força. O CMS pede que os caminhoneiros colaborem e afirma que é “necessário que se entenda” que é por meio do diálogo que se chegará a uma solução que beneficie a todos.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, demonstrou preocupação com a paralisação de caminhoneiros. Segundo ele, com o movimento, que completa sete dias, “a economia brasileira está sendo asfixiada”. “Todos estamos na iminência de um grave conflito social”, relatou em comunicado.

O governo vê participação de patrões, empresários do transporte e distribuição na greve. Já foram abertos 37 inquéritos, em 25 Estados, para investigar a prática de locaute. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, 400 multas já foram aplicadas, que juntas somam pouco mais de R$ 2 milhões.

 

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