O Governo Federal deve chamar mais 7 mil aprovados em concursos públicos para ocupar vagas no Executivo Federal, segundo afirmação da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, nesta quinta-feira (2). As convocações devem acontecer ao longo deste ano.

Fazem parte desse total os mais de 3,6 mil candidatos da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). O concurso teve vagas para áreas como saúde, educação, ciência, tecnologia, engenharia e administração.
Entre as prioridades estão a carreira da Polícia Federal e outras carreiras oferecidas na primeira edição do CPNU. Além disso, os 1.860 convocados no mês de março devem ser chamados para ocupar tanto as vagas originalmente previstas em edital quanto aquelas autorizadas posteriormente. As informações são da Agência Brasil.
Ao longo do ano, novas oportunidades no serviço público federal também poderão ser preenchidas por candidatos que já aguardam em cadastros reserva.
Novos cargos devem recompor capacidade do Estado
Foi publicada nesta terça-feira (31), no Diário Oficial da União, a Lei 15.367/2026, que reestrutura carreiras no Executivo Federal e cria mais de 24 mil cargos para professores e técnicos. De acordo com a ministra Esther Dweck, a sanção dessa lei é parte de um grande esforço para recompor a capacidade do Estado de prestar políticas públicas.
A legislação contempla mais de 200 mil servidores do Executivo Federal, que terão as carreiras reorganizadas. Haverá, por exemplo, mudanças em cargos considerados obsoletos e a criação de carreiras transversais, com capacidade de atuação em diferentes órgãos.
“Desde 2016 a gente teve uma saída líquida de mais de 70 mil pessoas, descontando os que entraram dos que saíram”, disse Dweck durante participação no programa Bom Dia Ministra, do CanalGov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “Sem contar as instituições federais de ensino, com legislação própria para recomposição”, complementou.
Impacto orçamentário
Estima-se que o impacto orçamentário da nova lei seja de R$ 5,3 bilhões neste ano. Isso corresponde a 1,5% das despesas com pessoal previstas para 2026 na Lei Orçamentária Anual (LOA).
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