O chefe do Centro de Inteligência do Exército, general Carlos Augusto Fecury Sydrião Ferreira, 53, morreu nesta terça-feira (8) em Brasília.

Divulgação/Batalhão de Polícia do Exército de Brasília

Ele estava internado no HFA (Hospital das Forças Armadas) e, segundo integrante do Ministério da Defesa, ele estava com Covid-19. O militar deixa mulher e três filhos.

O Exército não divulgou a causa da morte. Em nota, disse apenas que “a Secretaria-Geral do Exército lamenta informar o falecimento” do general e que “o corpo será cremado em cerimônia restrita aos familiares”.

Em 30 de agosto, Sydrião deixou o comando da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada, em Natal (RN), para assumir o comando do Centro de Inteligência do Exército, em Brasília.

Em agosto, o general integrou como representante do Exército a comitiva enviada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e comandada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) para ajudar vítimas de uma grande explosão ocorrida na zona portuária da capital libanesa, Beirute.

Em nota, o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília disse lamentar a morte de Sydrião, a quem se referiu como “nosso eterno comandante”. Ele comandou o batalhão entre 2011 e 2013.

“Os integrantes do Batalhão Brasília prestam sua continência ao General Sydrião e se solidarizam com os amigos e familiares desse oficial”, diz o comunicado.

Até a publicação desta reportagem, Bolsonaro nem o Ministério da Defesa se manifestaram sobre a morte do general.

Também nesta terça, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou ter contraído a doença. Segundo nota oficial, ele apresentou, durante a madrugada, sintomas como coriza e tosse.
Ainda de acordo com o governo, ele passa bem e seguirá despachando normalmente de casa.

Ao menos outros 12 governadores foram infectados pelo novo coronavírus: João Doria (PSDB-SP), Wilson Witzel (PSC-RJ), Antonio Denarium (RR-sem partido), Belivaldo Chagas (PSD-SE), Carlos Moisés (PSL-SC), Eduardo Leite (PSDB-RS), Hélder Barbalho (MDB-PA), Mauro Mendes (DEM-MT), Paulo Câmara (PSC-PE), Renan Filho (MDB-AL), Renato Casagrande (PSB-ES) e Wilson Lima (PSC-AM).