As fortes chuvas que atingiram a cidade de São Paulo e o Grande ABC na noite de domingo e na madrugada desta segunda-feira, 11, causaram diversos transtornos. A previsão é de mais chuva durante o dia. Sete pessoas morreram.

Em Ribeirão Pires, no ABC Paulista, o desabamento de uma casa deixou quatro mortos e dois feridos, segundo a Prefeitura da cidade.

Outras duas pessoas morreram na Avenida dos Estados. Outra pessoa morreu no bairro Taboão, em São Bernardo do Campo, no ABC, segundo o porta-voz dos bombeiros, capitão Marcos Palumbo.

A previsão é de mais chuva durante o dia. Sete pessoas morreram. Foto Marcelo Camargo – Ag. Brasil

No Jardim Zaíra, em Mauá, três casas desabaram após um deslizamento de terra. Ninguém se feriu. O mesmo bairro registrou a morte de 4 crianças em fevereiro após outro deslizamento.

Em São Rafael, Zona Leste da capital, um deslizamento de terra atingiu uma casa. A mãe e duas crianças ficaram feridas – uma delas em estado grave. Em Embu, na Grande São Paulo, o desabamento de uma casa deixou 3 feridos graves.

Em Ribeirão Pires, na região metropolitana de São Paulo, pelo menos quatro pessoas morreram e duas ficaram feridas no desabamento de uma casa.

Somente na cidade de São Paulo, entre meia-noite e 6 horas, os bombeiros receberam 34 acionamentos de quedas de árvore, 54 chamados sobre desmoronamentos e desabamentos e 601 ocorrências de enchentes e alagamentos.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), por volta das 9 horas se acumulam na capital paulista 27 pontos de alagamento, sendo 15 transitáveis e 12 intrasitáveis.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio em toda a capital em razão do temporal. A Companhia do Metropolitanao (Metrô) informou que todas as linhas de metrô funcionam normalmente.

Apesar dos congestionamentos, a tempestade perdeu força e não há mais registro de precipitações, de acordo com o CGE. Na região do Grande ABC, o rio Tamanduateí e seus afluentes ainda estão com as cotas muito elevadas ou extravasadas, o que ainda mantém regiões em estado de alerta por precaução.

A SPTrans informou que a operação dos ônibus está prejudicada em razão das fortes chuvas. O Expresso Tiradentes teve sua operação paralisada. Os ônibus de oito linhas não estão circulando pela Marginal Tietê, abaixo da Ponte das Bandeiras, e fazem desvios pela rua Voluntários da Pátria, rua Santa Eulália e avenida Santos Dummont.

Outro ponto intransitável é o trecho entre as avenidas Paes de Barros e Luiz Ignacio de Anhaia Mello, por onde passam coletivos de 13 linhas. Alguns ônibus estão ilhados na avenida do Estado e na região de Vila Prudente. A avenida Sumaré está interditada no sentido Turiassu por causa de queda de árvore.

A Linha 10-Turquesa da CPTM está paralisada em razão de alagamentos. Neste momento, a cidade de São Paulo registra mais de 100 km de congestionamento. A região mais prejudicada é a zona leste, com 35 km de lentidão, seguida pela zona oeste, com 32 km de congestionamento.

Durante a madrugada, foi emitido um estado de alerta para a Marginal Tietê em razão da possibilidade de transbordamento do Rio Tietê na Ponte do Piqueri e na Ponte Dutra.

Grande ABC

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o desabamento de uma casa em Ribeirão Pires, no Grande ABC Paulista, deixou duas pessoas mortas, uma soterrada e uma ferida, que foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) na noite de domingo.

Em São Paulo, no Parque São Rafael, divisa com o Grande ABC Paulista, um deslizamento de terra deixou uma mãe e duas crianças feridas. Uma das menores está em estado grave e recebeu atendimento em um PS em Sapopemba, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

Por volta das 3h, a Ecovias informou que o nível da água começou a baixar e que parte dos trechos da rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo, poderia ser liberada para a passagem dos veículos que ficaram represados por conta das chuvas.

A Sabesp, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e a Defesa Civil emitiram um comunicado informando que a represa Jundiaí no município de Mogi das Cruzes está em estado de alerta. Se as chuvas na região continuarem, há previsão de que em 12 horas a Bacia do Jundiaí atinja a cota máxima e ocorra alagamento.

Chuva deixa o Rio de Janeiro em estado de atenção

O município do Rio de Janeiro entrou em estágio de atenção às 5h50 desta segunda-feira, dia 11. De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura (COR), núcleos de chuva moderada a forte vindos do oceano estão atuando sobre a capital fluminense, sobretudo na zona oeste.

O estágio de atenção é o segundo nível em uma escala de três e significa a possibilidade de chegada de chuva moderada, ocasionalmente forte. Segundo o Centro de Operações da prefeitura, a cidade pode ter chuva muito forte, acompanhada de raios e rajadas de vento.

Há também aviso de ressaca nas praias para segunda e terça-feira (12). A Marinha informou que as ondas podem atingir 2,5 metros de altura. A orientação da prefeitura é para que as pessoas permaneçam em lugar seguro e evitem áreas sujeitas a alagamentos e/ou deslizamentos.

Nas últimas 24 horas, a região em que mais choveu foi Santa Cruz com 68,2 mm. Tijuca foi o bairro mais afetado em seguida, com 34,6 mm; Copacabana (28,6mm), Jardim Botânico (26,8 mm), Muda (25,4 mm) e Santa Teresa (20 mm) vêm logo depois.

Foram registrados alagamentos em diversas áreas da zona sul, zona norte e zona oeste da cidade. Houve quedas de árvore no Alto da Boa Vista, na altura da comunidade da Fazendinha, e na Radial Oeste, no sentido Centro, após a estação de São Cristóvão