Ana Aparecida, mãe de Sara Bianca Moyses Fabian Schneider, mulher assassinada pelo marido com tiro de espingarda em São Lourenço do Oeste, em Santa Catarina, afirma que a vítima era completamente dedicada à filha de 4 anos e expõe um caso cercado por questionamentos que ainda cercam a morte da jovem.

A mãe descreve a jovem como uma mulher independente, que trabalhava e sustentava a própria vida, incluindo fazer de tudo para oferecer o melhor para a própria filha. As informações são da Ric RECORD.
“Era uma mulher independente que tinha o dinheiro dela, comprava as coisas dela, dava de tudo pra filha”
revelou a mãe.
Além disso, amigos reforçam o vínculo entre a vítima de feminicídio e filha de 4 anos. Kessy Cristina, amiga de Sara, destacou que ela “merecia tudo o que estava conquistando com a filha“. Kessy ainda reforçou que a menina “era a paixão da vida” da mulher.
Relacionamento apresentava sinais de alerta
No entanto, o relacionamento com o marido já apresentava sinais de alerta no passado. De acordo com Ana, a filha chegou a comentar sobre o comportamento ciumento do companheiro, embora as queixas não fossem recentes. “Ela comentou algumas vezes que ele era ciumento, mas isso faz tempo“, explicou.
Outro ponto que levanta dúvidas é a mudança de Sara para São Lourenço do Oeste. A mãe afirma que a decisão não condizia com os planos da filha, que não queria deixar o emprego em Curitiba.
“Eu não consegui acreditar ela ter ido pra lá porque ela não queria sair do trabalho dela de jeito nenhum”
relatou
Diante disso, Ana questiona as circunstâncias que levaram Sara à cidade onde acabou sendo assassinada com um tiro de espingarda. Segundo ela, a filha havia dito que estava apenas de férias, mas outras informações indicam o contrário.
“Eu quero justiça, quero descobrir como eles levaram ela pra lá. Se ela estava de férias, foi o que ela passou pra mim, só que as coisas que estão chegando pra mim não são essas. Ela não estava de férias, já estava morando. Como? Ela não queria ficar lá”
disse.
Marido de mulher assassinada com tiro de espingarda confessou crime
As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil. De acordo com o delegado Ricardo Melo, o suspeito — marido da vítima — não negou o disparo que matou Sara, mas apresentou uma versão controversa.
“Ele não negou que tenha efetuado o disparo, que tenha atingido a vítima, mas ele quer alegar que, no momento em que aponta a arma para vítima, ele faz a manobra de alimentação da munição da espingarda, que naquele momento a arma já teria efetuado o disparo. Isso há menos de um metro da cabeça da vítima. Ele não disse que tinha a intenção naquele momento exato de fazer, mas também não nega que iria fazer”
explicou o delegado.
Ainda conforme o delegado, o homem foi autuado em flagrante por feminicídio consumado, com meio que dificultou a defesa da vítima. A pena para esse tipo de crime ultrapassa 20 anos de prisão.