Um ex-gerente da Caixa Econômica Federal é investigado por suspeita de desviar cerca de R$ 1 milhão da instituição e foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (24), em Dionísio Cerqueira, no oeste de Santa Catarina.
A ação, batizada de Operação Sem Remorso, apura o crime de peculato. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do ex-gerente, os policiais apreenderam documentos, um celular e um carro de luxo.

De acordo com as investigações, o prejuízo estimado chega a aproximadamente R$ 1 milhão, considerando valores atualizados entre janeiro e agosto de 2022. O caso passou a ser investigado após o próprio banco perceber movimentações estranhas e denunciar à polícia.
O material recolhido será analisado para aprofundar a investigação e identificar possíveis desdobramentos. Segundo o portal ND Mais, as principais vítimas do ex-gerente eram idosos com mais de 80 anos. Entre os casos investigados está o de um idoso nascido em 1918, com 108 anos.
Conforme o ND Mais, o então gerente de relacionamento se valia do próprio acesso ao sistema interno do banco para efetuar saques nos caixas eletrônicos da agência, simulando operações feitas pelos titulares das contas. As retiradas eram feitas quase todos os dias, com valores entre R$ 1 mil e R$ 3 mil, sempre em dinheiro e, na maioria das vezes, no mesmo terminal.
Em nota, a Caixa Econômica Federal informou à Banda B que colabora com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que combatem fraudes e golpes. Segundo a instituição, as informações sobre a investigação são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente à PF.
“O banco ressalta que monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos. Adicionalmente, a CAIXA esclarece que possui estratégia, políticas e procedimentos de segurança para a proteção dos dados e operações de seus clientes e dispõe de tecnologias e equipes especializadas para garantir segurança aos seus processos e canais de atendimento”, disse o banco.
“Esclarecemos que o indiciado não pertence mais ao quadro de empregados do banco”, acrescentou.