A Oxitec, empresa que desenvolve soluções sustentáveis com apoio da tecnologia avançada para o controle de insetos causadores de doenças e que prejudicam plantações, divulgou nesta semana os resultados preliminares do ‘Aedes do Bem’, pesquisa voltada ao combate do Aedes aegypti, vetor que transmite a dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Um teste em São Paulo teria comprovado a eficácia do produto.

A nova tecnologia consiste em mini cápsulas produzidas pela empresa, que impedem a proliferação das fêmeas do mosquito, justamente quem transmite as doenças aos humanos. Em entrevista à Banda B, Natália Ferreira, diretora da empresa, explicou como funciona o projeto e quais os benefícios que o ‘Aedes do Bem’ traz para a sociedade.

Foto: EBC

“A produção deste tratamento não requer equipamentos complexos, pessoas especializadas para implantação e uso, pois é uma cápsula que colocamos em contato com a água e entre 10 e 14 dias apenas mosquitos machos saem da caixa onde a ‘medicação’ foi posicionada”, afirmou.

Ferreira ainda destacou que o procedimento é bastante simples, que pode ser feito por qualquer pessoa, podendo ser armazenado e enviado para qualquer lugar. Segundo a representante da Oxitec, esta é uma ferramenta de controle biológico do mosquito, que garante a sobrevivência do mosquito macho, apenas.

“Esses machos auto limitantes, conhecidos como Aedes do Bem, são liberados na natureza e vão procurar as fêmeas selvagens, cruzam e originam descendentes, que herdam os genes modificados fazendo com que apenas os machos sobrevivam”, disse Natália.

Em um teste realizado pela Oxitec em Indaiatuba, município do interior de São Paulo, os pesquisadores colocaram as cápsulas desenvolvidas em algumas residências e constataram que os resultados foram 100% eficazes, ou seja, eliminou todas as larvas fêmeas.