Após uma série de casos de brasileiros que receberam sementes não requisitadas e não identificadas supostamente vindas da China, a embaixada chinesa se pronunciou nesta quinta-feira (1) dizendo que sementes são artigos de envio proibido pelos correios, que a China respeita essa proibição e que há indícios de fraude nas etiquetas de envio dos produtos.

A representação do país asiático também se colocou à disposição das autoridades brasileiras para cooperar com as investigações.

“Soubemos por nota do Ministério da Agricultura e pela imprensa que brasileiros de diferentes partes do país têm recebido pacotes contendo sementes de plantas e que alguns desses pacotes trazem etiquetas com ideogramas chineses”, escreve a embaixada chinesa em nota.

Foto: Reprodução/Twitter

“Sementes são artigos de envio proibido ou restrito para os países membros da União Postal Universal (UPU). Os Correios da China seguem rigorosamente as disposições da UPU e vetam o transporte postal de sementes.”

“Uma verificação preliminar constatou que as etiquetas de endereçamento apresentam indícios de fraude, com erros no código de rastreamento e em outros dados. A Embaixada está disposta a cooperar com a investigação das autoridades brasileiras”, conclui o órgão diplomático.

O Ministério da Agricultura está investigando sementes vindas principalmente da China e entregues em diferentes endereços pelo Brasil. Os pacotes são enviados pelo correio como brindes de outras compras feitas pela internet ou mesmo de forma aleatória, sem que o destinatário tenha pedido nada no exterior.

O material está sendo analisado por técnicos, que devem apurar a origem e a natureza das sementes. Como elas podem ser de espécies ainda não introduzidas no país, podem virar plantas daninhas, e representam perigo de disseminação de insetos e até mesmo de doenças.