Um eclipse solar anular conhecido como “anel de fogo” vai acontecer neste mês de fevereiro. O fenômeno ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, mas não cobre totalmente o disco solar, deixando visível um círculo luminoso ao redor da Lua.
No eclipse anular, a Lua está mais distante da Terra e parece menor no céu. Com isso, ela não bloqueia completamente o Sol. O resultado é um anel brilhante, visível por poucos minutos apenas na região central do fenômeno. O eclipse solar “anel de fogo” vai ocorrer na próxima terça-feira (17).

A faixa do “anel de fogo” passa pela Antártida, no extremo sul da América do Sul e algumas áreas da África Austral. Em áreas fora dessa faixa, o eclipse será apenas parcial.
Áreas como o extremo sul da Argentina e do Chile, trechos do sul da África do Sul, além de Madagascar, Moçambique e outras regiões do sul do continente africano, poderão observar o eclipse em sua fase parcial, momento em que a Lua encobre apenas uma parte do Sol.
A última vez que o Brasil presenciou o fenômeno foi em 2023, quando apenas a borda da Lua podia ser vista por milhares de espectadores. Contudo, neste ano o eclipse não será observado no país.
Vai dar pra ver o eclipse solar “anel de fogo”?
Embora o fenômeno chame a atenção pelo efeito visual, a faixa onde o eclipse será visto é de difícil acesso para a maioria das pessoas. Isso porque o auge do fenômeno irá acontecer em uma região remota. O corredor, com cerca de 616 quilômetros de largura, atravessará principalmente áreas remotas da Antártida e as águas do Oceano Antártico, longe de grandes cidades.
Por causa dessa localização, a maioria das áreas povoadas conseguirá observar apenas um eclipse parcial, ou seja, quando apenas uma parte do Sol é encoberta pela Lua.
*Laiza Gabriella é estagiária de jornalismo, e produz com supervisão do editor Eduardo Teixeira do portal Banda B.