O empresário João Appolinário, fundador da Polishop, deverá ter o passaporte apreendido após uma determinação da Justiça de São Paulo, nesta segunda-feira (26), devido à cobrança de uma dívida apresentada pelo banco Itaú.

Segundo o portal Metrópoles, a medida foi assinada pelo juiz Douglas Ravacci e estabelece que a Polícia Federal deve apreender e bloquear o passaporte de Appolinário pelo prazo de dois anos.
O pedido de apreensão foi apresentado pelo Itaú, que cobra da Polishop uma dívida estimada em mais de R$ 1,9 milhão. Segundo o banco, a empresa contratou um empréstimo de R$ 5 milhões em 2020, com prazo de pagamento de 42 meses.
A Polishop está em recuperação judicial desde 2024, conforme consta no processo.
Penhora de bens
Na semana anterior, a Justiça já havia autorizado a penhora de bens pessoais do fundador da Polishop, após tentativas frustradas de bloqueio de ativos em seu nome.
Entre os bens penhorados, estão:
- Frações de um duplex no bairro do Butantã, em São Paulo;
- Duas salas comerciais no Jardim Paulista;
- Bens localizados em duas residências usadas pelo empresário em áreas nobres da capital.
Também foram listados relógios de luxo de marcas como Rolex, Hermès e Montblanc.
Defesa e possibilidade de recurso
A defesa de Appolinário afirmou, no processo, que alguns imóveis foram colocados para locação como forma de manter a subsistência do empresário e de sua família. Ele ainda pode recorrer da decisão judicial.